Érico Junqueira tem 24 anos, é gaúcho e torce para o Grêmio. Nasceu na cidade de Triunfo no Rio Grande do Sul. Já morou em cidades como Joinville e Florianópolis, ambas em Santa Catarina. Descobriu a música ainda na época de colégio, é fã de carteirinha de Noção de Nada.
Ele também toca na banda de Porto Alegre Doyoulike? e tem o projeto solo Valentín. Você confere agora nessa entrevista um pouco do que está por trás desse músico.
Érico Junqueira - Quando eu estava na oitava série, morando lá em Joinville - SC, tinha um amigo que tocava bateria e tudo. A gente voltada da escola pra casa batucando nos bancos do ônibus, cantando umas músicas do Silverchair, incomodando todo mundo. Mas daí, só um ano depois, quando eu voltei para o Rio Grande do Sul, morando em Gravataí, ganhei um violão dos meus pais e comecei a aprender em revistas de cifra. Acho que eu deveria ter uns 14 anos na época.
AB - Quais as suas influências musicais?
EJ - Influências variam conforme o tempo vai passando, assim como a maneira de pensar ao longo da vida. Ultimamente minhas influências têm vindo de bandas como Emery, Los Hermanos e até umas canções do Vicent Gallo. E tem uma menina de São Paulo que faz um som bem low-fi que me agrada muito também, mas não me recordo o nome agora.
AB - Quais as suas influências musicais?
EJ - Influências variam conforme o tempo vai passando, assim como a maneira de pensar ao longo da vida. Ultimamente minhas influências têm vindo de bandas como Emery, Los Hermanos e até umas canções do Vicent Gallo. E tem uma menina de São Paulo que faz um som bem low-fi que me agrada muito também, mas não me recordo o nome agora.
AB - E antes da Doyoulike? Você já tocou em outras bandas?
EJ - Antes da Doyoulike? eu era vocalista da banda Aster. O que aliás, me fez conhecer os meus parceiros de Doyoulike?. Isso foi em 2002. Logo depois que mudei de Gravataí para Charqueadas, conheci o pessoal que fazia música na cidade. A Aster já existia, mas com outra formação. Depois de um tempo o vocalista e baixista saiu e o batera também, então mudou toda a formação, e eu era amigo dos "caras", ganhei de presente um convite para tocar com eles.
AB - E em que ano você entrou para a Doyoulike?
EJ - A Doyoulike? começou em 2006. Eu conheci os outros meninos das noites de shows da Aster em Porto Alegre e tudo. Eles também tinham badas: o Gulis tocava nos Vettoratos e o Z e o Neko na Napalmy. Por algum motivo que ainda não entendi, a cena, naquela época se podia dizer "underground" aqui de Porto Alegre deu uma parada, e os shows pararam de acontecer. Nós quatro ainda assim queríamos tocar e resolvemos nos juntar para fazer covers que a gente gostava e gosta muito ainda que são Discoteque e Deluxe Trio(ambas do Rio de Janeiro). Num dos ensaios o Z chegou com uma música própria e daí tudo se encaminhou de verdade.
AB - Agora vocês estão tocando nas rádios e ganhando cada vez mais fãs. Como você se sente diante disso?
EJ - Tocar na rádio é uma coisa nova para a gente. É uma coisa que envolve muito da tua fantasia e do teu imaginário. Porque quando tu é "guri" e escuta um artista na rádio tu pensa: "nossa, esse cara tá bombando" e imagina o cara no sonho do desenho animado: "mulheres, dinheiro, carros, mansões..." (risos). Mas a realidade é diferente. E conforme tu vai aprendendo e crescendo com isso, acaba realizando que a rádio é uma maneira de alcançar um número maior de pessoas do que tu consegue alcançar com qualquer outro meio de divulgação virtual. E isso é FODA.
Esses dias viajamos quatro horas para tocar no sul do estado e todas as pessoas cantavam nossa música. Uma coisa que não se imaginava até meses atrás. A vida continua a mesma, com pouco dinheiro, muito trabalho em cima da banda. Mas acaba rolando uma recompensa maior que é esse contato com um número gigante de pessoas.
Ainda não acostumei com a ideia de ligar o rádio e me escutar cantando. E não sei se quero me acostumar.
AB - Por que não sabe se queres se acostumar? Não pretende ser conhecido pelo Brasil a fora como vários outros artistas que também saíram do Rio Grande do Sul?
EJ - Certamente que sim. Mas a ideia do "costume" de uma coisa que para tantas outras pessoas e até para mim mesmo é ainda uma "fantasia" como eu disse antes, assusta. Afinal, qual vai ser a graça de tudo isso quando eu não estiver apreensivo pensando: "será que vai tocar hoje?", e então toca e tu ganha o dia. Isso é mágico. Claro que se um dia acontecer de rolar por aí, Brasil a fora, vou ficar absurdamente feliz e tudo, mas ainda é grandioso demais para mim. Não consigo nem pensar.

AB - Além da Doyoulike? você tem outro projeto solo paralelo, o Valentin. Como você define o Valentin?
EJ - Com o Valentin eu gosto de fazer músicas mais tranquilas, só no violão e voz. É um escape imediato das coisas que eu sinto, já que posso gravar uma música e lançar a qualquer hora.
AB - E por que o nome Valentin?
EJ - Bom, eu fazia essas músicas, mas mandava só para os meus amigos e amigas. Mas então decidi publicar, precisava de um nome. Tem uma amiga minha de longa data que me apresentou o filme "Valentin", que é um filme argentino que eu gosto muito. Decidi colocar esse nome, porque além de ser um filme massa, me lembra sempre dessa pessoa que é muito especial na minha vida.
AB - As canções do Valentin são compostas por você mesmo?
EJ - Sim, todas elas.
AB -E elas falam sobre o que?
EJ - Eu gosto de fantasiar bastante sobre histórias reais, coisas que acontecem comigo ou coisas que eu gostaria que acontecessem. Ou então de me colocar no lugar de outras pessoas e colocar o ponto de vista delas sobre alguma coisa minha. Eu gosto muito de fazer isso.
AB - E como é ter um projeto paralelo a banda principal? Cansativo, difícil? Vale a pena?
EJ - É absurdamente legal. Cansativo nunca. Como projeto paralelo, não tem prazos, não tem metas, não tem pretensão alguma. É só música, que é o que meu mais gosto e a única coisa que sei fazer bem na minha vida. Quando vem alguém falar que gosta dessa ou daquela música do Valentin é muito legal, porque geralmente é um contato muito mais próximo do que eu consigo ter com quem gosta de Doyoulike?, apesar de muitas pessoas conhecerem o Valentin por causa da Doyoulike?.
AB - Mas são menos pessoas que conhecem Valentin, penso que só aquelas que se interessam mesmo pela música, ou pela banda, que vão mais a fundo procurar sobre.
EJ - É como eu disse, o contato com essas pessoa é muito mais próximo, porque não rola o "Cara da Doyoulike?". Sou só eu com o meu violão, fazendo música curtinha que dá para escutar antes de dormir.
AB - Você já estudou música ou alguma coisa assim? Fora as revistinhas de cifras?
EJ - Ainda não, mas é uma coisa que eu tenho muita vontade de fazer. Muita vontade mesmo. Mas eu tenho um pouco de medo de que isso possa mudar minha maneira de entender a música. Pode ser melhor ou para pior, ainda não sei, tenho medo. (risos)
AB - Quem veio antes? A Doyoulike? ou o Valentin?
EJ - A Doyoulike? veio antes, mas meu violão ainda é o mesmo de quando eu comecei. Mas minhas primeiras músicas do Valentin nasceram de um jeito diferente...
AB - De que jeito?
EJ - Eu morava em um apartamento com o caras da Aster, mas a banda em si já não existia mais. E lá tinha equipamento de Homestúdio massa e instrumentos para todos os lados. Sempre tive problema com insônia e numa noite comecei a fazer uma música, de bobeira mesmo. Mas aí tive que esperar amanhecer por causa dos vizinhos. Então nasceu a I Wrote You a Letter e na noite seguinte surgiu This Song, que são músicas com proposta completamente diferente do que faço agora. Mas como fiz sozinho, resolvi que elas são do Valentin também.
AB - Me lembro de ter visto no seu Myspace que as suas músicas são gravadas em um microfone comum de computador, é verdade?
EJ - Sim, as músicas de violão cantadas em português são todas gravadas em um microfone simples desses de PC.
AB - E com o Valentin você faz apresentações?
EJ - Sim, queria até fazer mais na verdade. Mas até hoje foram só três. E tem uma marcada para o mês que vem. Gosto muito do clima que essas apresentações criam. Porque fica todo mundo pertinho.
AB - Em quais lugares você faz essas apresentações? Nos mesmos que a Doyoulike?, ou diferentes?
EJ - Não segue um padrão. O primeiro show foi em um bar de tamanho médio em uma abertura para o primeiro show do Esteban. O segundo foi em uma videolocadora pequena e o terceiro foi em um show maior, numa casa de show, com cara de show msmo!
AB - Nossa você já abriu o show do Esteban! Gosta das músicas dele?
EJ - Gosto de algumas. Tem outras que não descem. É que é diferente quando tu conhece a pessoa que escreve as músicas. Tem umas que ele escreve de um jeito e tem outras de outro. Umas me agradam e outras simplesmente não.
AB - Qual não gosta por exemplo?
EJ - Essa última que chama "Pianinho" não gosto, aquela outra "Muda" também não.
AB - Eu por exemplo gosto de "Sophia". Gosta dessa?
EJ - Sim, dessa eu gosto muito. E daquela que rolava o jogo do Inter no meio, apesar de eu ser muito gremista.
AB - Todo gaúcho ou torce pelo Inter ou pelo Grêmio. Você é viciado em jogo de futebol?
EJ - Sim, mas ando meio desligado agora nesses últimos meses, porque o Grêmio está vacilando muito. Mas sequei o colorado ontem (quarta-feira 28/10) contra o São Paulo.
AB - Mas voltando a falar do Esteban, como foi abrir?
EJ - Foi massa. Uma chance grandiosa de apresentar o Valentin para um número maior de pessoas. E pelo o que rolou depois, acho que o pessoal que tava lá gostou.
AB - E agora quais são os seus planos para a Doyoulike? e o Valentin?
EJ - Com o Valentin pretendo gravar mais duas canções essa tarde (29/10). E a Doyoulike? agora está gravando um CD novo que vai ser bem diferente do normal, com 14 músicas mas dividido em duas partes. Acho que o resultado final vao ser massa porque gostamos muito dessas músicas.
AB - Recentemente vocês tiveram o clipe da música "Bom Dia" na TVCOM. Vocês também nem sabiam que iria passar. Como foi a sensação de ver um clipe de vocês na TV?
EJ - A sensação de ver um clipe nosso na televisão é de choque e êxtase ao mesmo tempo. é uma sensação parecida com a de escutar a música na rádio. Dá vontade de sair pulando!
AB -Pensam um dia em MTV?
EJ - Com o clipe de "Bom Dia" sim, deve rolar nos próximos meses.
AB - E vocês já tocaram em outros estados, fora o Rio Grande do Sul?
EJ - Sim, já estivemos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Santa Catarina em Içara e Criciúma.
AB - E para encerrar. Quanto aquela visita a menina que ganhou a promoção do Patrola RS? Como foi, qual foi a sensação de "invadir" a casa dela?
EJ - Foi uma coisa maluca. É estranho chegar de surpresa na casa de alguém. E a Fefa (menina que ganhou a promoção) é muito fã mesmo, então ela ficava olhando pra gente com cara de "Não acredito". Mas depois ficou na boa, nos tratou com todo o carinho do mundo.













Adorei a entrevista Angel! e o entrevistado tbém shashaish
ResponderExcluirParabéns potototinha^^
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirBahh adorei a entrevista..muito bom..parabens =D
ResponderExcluirAdorei a entrevista, o Érico é demais! <3
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