quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Neuras de um quase formando.

E um dia as coisas acabam não é mesmo? Acabam as festas, acaba a escola, acaba a infância. Aí você cresce e surgem as responsabilidades. Não que você não as tenha quando está no ensino médio. Nessa época sua principal (se não única em alguns casos) é passar no vestibular, entrar na faculdade e estudar.

Você escolhe o curso que mais combina com suas características. Passa uma média de quatro anos na faculdade. Encontra amigos novos, com semelhanças em vários aspectos. Cada um vindo de um lugar diferente e com uma bagagem que acrescenta na sua.

São vários apuros, vários trabalhos e provas, com notas boas e ruins. Semestres infinitos que não passavam. Semestres que passaram voando como um piscar de olhos. Quando você se dá conta o curso inteiro passou e você está a um pé da formatura.

É a mesma coisa da menina que espera a vida inteira para os 15 anos e quando ele chega passa antes de perceber. Ou um menino que quer os 18 anos, e quando percebe já está com 22.

E depois de tanto esperar, depois de tantas matrículas e boletos para pagar os últimos quatro meses chegam. Foram três anos e meio aprendendo e estudando. Você se desesperava com os incontáveis trabalhos e provas que te faziam perder a cabeça.

Ah, você ainda trabalhava. Tinha que dar um jeito de conciliar suas idas à campo com o chefe.

Agora há quatro meses do fim do curso você se pergunta: e agora?

E agora, o que vai fazer da vida?

Vai trabalhar com o que estudou? Tem medo de nada dar certo e você não fazer nada daquilo que queria?

Você sai da faculdade e perde toda a proteção que os muros dela lhe ofereciam. Agora você está sozinho e frente a frente com o mercado de trabalho. Está na hora de encarar tudo sozinho.

ps: Depois da formatura tudo deve ser diferente. E eu tenho que me preparar para derrubar esses muros universitários para tentar voar sozinha para onde quer que os ventos me levem.

ps2: esse texto soou um pouco como um desabafo de quem tem receio de se formar.

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Angelica Brunatto © 2012 | Adaptado por Angelica Brunatto.