quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Homem do Futuro - uma produção brasileira, digna de sucesso.

Falar de viagem ao tempo é difícil (pelo menos eu acho). Conciliar as teorias da física, tentar fazer os furos se tornarem inexistentes e, ainda, mexer com a imaginação do espectador em um narrativa se torna uma tarefa árdua. E ainda colocar um pouco de comédia e romance no meio de tudo isso complica mais ainda a vida de um escritor\roteirista, ou qualquer um que tente colocar esses ingredientes em uma única história. 

Assim é O Homem do Futuro. Um mix de viagem no tempo, física, comédia e romance. Confesso que se não fosse pelo convite do meu namorado eu não iria assistir ao filme. Mas fui convencida por dois motivos: 

1 – Era um filme brasileiro e eu iria assistir com meu namorado.

2 – O ator Wagner Moura (vulgo Capitão Nascimento) é o protagonista do filme (todas suspiram)

Aceitei o desafio, embora hoje em dia os filmes brasileiros estejam bem melhores dos que antigamente. Aliás, depois de Tropa de Elite, eu acho que as pessoas começaram a abrir mais os olhos para o mercado nacional (mesmo que ainda haja gente que não goste muito das coisas de nossa terra, principalmente quando o assunto é musica, mas isso é assunto para outro post).



Ok. Então cheguei ao cinema para a sessão das 19h. Como quase sempre compramos os ingressos em cima da hora (felizmente ainda estavam à venda). Entramos. Escolhemos nossos lugares e ficamos reparando nas pessoas que ali entravam. A sala de cinema não estava cheia, tinha alguns casais (apenas casais). É assim que eu gosto do cinema, nem lotado e nem vazio.

1 – Cinema lotado é horrível. As pessoas falam demais. Quando é cheio de criança tenho que torcer para elas não chorarem. Quando são adolescentes histéricas....(dispenso comentários, quem lê o blog já sabe do meu trauma com a estréia de Crepúsculo). Com o cinema lotado, se a gente chega tarde não tem lugar para sentar.
2 – Cinema vazio me dá medo.

Então o filme começou, já com uma festa em 22 de novembro de 1991. No palco Aline Moraes e Wagner Moura cantavam. O tempo passou e Wagner (o Zero) se tornou um físico louco que detesta a vida que tem.  Por meio de um experimento (uma espécie de máquina do tempo) volta no dia da festa para corrigir o que fez naquela época para tentar mudar de vida.

Os figurinos são muito bons. Assim que eu vi o Capitã.... ops, o cientista Zero vestido de astronauta, logo lembrei da reportagem da edição especial de aniversário da revista Rolling Stone do ano passado, que estampava o ator na capa. Nas primeiras linhas da reportagem estava descrevendo o ator chegando em casa, vestido de astronauta (com a roupa emprestada) para brincar com o filho.



Esse é um filme que prende a atenção do espectador. O mix de romance, física, comédia e ficção científica foi feito muito bem. Mas o melhor de tudo (e o que me dá mais orgulho) é mais um filme brasileiro que tem tudo para ser sucesso.

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Angelica Brunatto © 2012 | Adaptado por Angelica Brunatto.