domingo, 30 de maio de 2010

O tempo não para

Sabe aquela frase que todos falam quando você é criança: "Depois dos quinze anos o tempo voa". Eu escutava isso sempre das minhas avós, e agora é a minha vez de falar.

Parece que foi ontem que entrei em um salão e todos estavam lá esperando por mim. Toda aquela cerimônia ainda está na minha cabeça, os parabéns, as homenagens, a decoração. Tudo. Lembro também de toda a correria pré festa: encontrar a decoração ideal, o vestido, e as fotos. No fim tudo tinha que estar perfeito. E estava.

Meus quinze anos, com as amigas e o Gu.

Já se passaram cinco anos, e hoje percebo o quanto tudo passou rápido. Depois de mim, mais duas primas minhas fariam o mesmo tipo de festa. Uma é dois anos mais nova que eu, outra, cinco. E ontem foi o dia da mais nova ter esse dia de princesa. Fui à festa dela e percebi como o tempo voa.

Quinze anos Aninha.

Desde os meus 15 já me formei no colégio, já visitei lugares que nem em sonho pensava em ir. Passei no vestibular, entrei na faculdade, comecei a trabalhar, conheci gente nova, me afastei de quem já conhecia. Agora faltam menos de dois anos para eu ter cumprir mais uma etapa da minha vida.

A vida passa voando, e cabe a nós aproveitá-la da melhor maneira. Cabe a cada um saber como viver.

Pra Você Guardei Amor

Desde semana passada estou com essa música na cabeça, "nem sei porque". Resolvi então tirar no violão. As músicas do Nando Reis, realmente são lindas. E vou postar a letra com o vídeo aqui agora.

Pra Você Guardei Amor.

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vem dos meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Deixa o Tempo - Fresno

E como hoje foi dia de estreia de clipe novo dos meus queridos FresnoRock, eu não podia deixar esse dia passar em branco. Vou colocar o vídeo e o Making Of  de Deixa o Tempo, primeiro Single do álbum Revanche, aqui embaixo:




domingo, 16 de maio de 2010

Cheia atinge Sul de Santa Catarina

Já escrevi aqui sobre o que aconteceu essa semana na minha cidade. Entretanto não havia colocado imagens. A foto abaixo foi feita da margem direita do rio, na ponte do Angeloni, quando ele já ultrapassava a marca dos 5 metros.


Por causa das falsas informações, o centro da cidade virou um caos. As pessoas não sabiam o que fazer, e vários curiosos estavam em cima das pontes para conferir o nível do rio. Acho que todos tiveram um dia atípico. 


No vídeo acima um carro está parado no meio do alagamento. E esse não foi um lugar tão prejudicado pela cheia. Segundo a Defesa Civil, choveu o equivalente a dois meses na cidade somente na primeira quinzena de maio.

 

sábado, 15 de maio de 2010

Alice returns Wonderland

Alice volta ao mundo das maravilhas após treze anos. Para ela é tudo um sonho. Para mim uma história um pouco diferente da que li alguns meses atrás para a disciplina de Produção Audiovisual I. Criei uma expectativa muito grande sobre esse filme. Não que eu não tenha gostado, apenas foi diferente do que eu imaginava.

A menina tem a minha idade (só que alguns séculos atrás) e está prestes a tomar a decisão mais importante da vida. Todos esperam uma resposta, a garota não pode decepcionar ninguém. Às vezes, também temos que decidir por caminhos difíceis e que devemos agradar a todos. 

Um segundo, um pedido de licença. Alice corre atrás de um coelho branco, com um paletó e um relógio. Ele diz: "estamos atrasados". A menina, mais curiosa que da primeira vez que esteve no País das Maravilhas, o segue. Ele está no sonho dela todas as noites. 

Ao entrar na toca do coelho Alice chega ao mundo subterrâneo. Um mundo que está sob o poder da rainha Vermelha. A ditadora tem um lema: "Cortem a cabeça". Todos no País das Maravilhas tem medo de enfrentar a superior. Somente quando a menina de Londres retorna ao local que as coisas começam a mudar.


Basta a gente querer que mude, e nos esforçarmos para que aconteça. É assim que eu penso na maioria das vezes. Alice não quer seguir o que os outros dizem. Ela não quer ser mandada por ninguém. "O destino é agente que faz". 

A garota cumpre a missão no mundo subterrâneo. Diferente do livro, Alice não acorda de um sonho, tudo ali é real. Na volta à Londres, a menina decide mudar o destino que estava traçado para ela. Desiste de tudo, mas assume os negócios. Ela quer ser diferente das demais. 

De um filme como esse podemos tirar diversos pensamentos, pensar um pouco diferente.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um filme de 74

E basta chover um pouco para os moradores mais velhos de Tubarão que o filme da tragédia de 1974 passa pela cabeça de toda a população. O que as pessoas viveram na época não foi esquecido, e sempre é comentado quando o nível do rio sobre. Tanto que até os mais novos conhecem a história. 

O ciclone extratropical que está passando por Santa Catarina trouxe muita chuva para todo o sul do estado na madrugada de hoje (12/5). Nunca recebi tantos telefonemas de pessoas falando das ruas alagadas, água dentro das casas. 

Por causa dos fortes ventos e do telefonema da minha vó levantei cedo. Fiquei pronta cedo. Da minha casa até a TV não demora muito e é uma descida, não consegui ver os estragos. Foi só chegar, ligar o computador e ver que o telefone não parou mais de tocar. Era 7 horas da manhã, o primeiro de alguns cinco que atendi na meia hora seguinte.

As pautas não podiam ser diferentes. Chuvas e mais chuvas. Estragos, ruas alagadas. Fiquei impressionada ao ver água dentro de carros, invadindo casas. E o telefone não parava de tocar. Os repórteres saíram para ver e contar o que aconteceu na cidade.
Tubarão em 1974.




quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pronto. Desabafei.

Imagine a seguinte cena:

Uma pessoa sai de casa, quase na hora do compromisso marcado. Espera apressadamente o elevador chegar. Abre a porta, entra, escolhe qual o local que deseja parar. Percorre o caminho do elevador até o carro. Liga, ajusta os espelhos, arruma o banco. Faz as primeiras manobras para que o veículo possa sair do local. Chegando ao portão, aperta o botão que o abre. A primeira coisa que vê é um caminhão parado. Ele está na contra mão, estacionado em uma esquina, em frente a garagem de um prédio.

Essa podia ser uma história fictícia. Mas infelizmente não é. O que mais observo no trânsito, são pessoas que não respeitam as leis. Furam sinais vermelhos, ultrapassam em locais proibidos. Outros fazem pior. Param o carro no meio da rua. Uns se acham no direito, outros não reclamam da situação.

Sempre que viajo olho que atrás de alguns carros têm aquela famosa frase: "Como estou dirigindo?". Será que alguém já anotou a placa de um carro e ligou para o número mostrado? Algumas vezes, são poucas as coisas que fazem um acidente fatal acontecer. Com boas maneiras de todos os motoristas nosso trânsito podia ser melhor. Não só aqui em Tubarão, que mesmo sendo uma cidade relativamente pequena, apresenta sérios problemas nas estradas, principalmente quando o dia é chuvoso.

A história relatada acima aconteceu comigo. Hoje. Estava apressada, pois tinha hora marcada com a fonoaudióloga e não podia me atrasar para a sessão. Bom foi saber que não fui a única a ficar encomodada com a situação. O porteiro do meu prédio já havia localizado o motorista da Koerich. Mesmo aparentemente irritado, ele tirou o caminhão, liberando minha passagem.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Uma história sem título.

Uma frase de autoria de Alberto Dines diz assim:

Antes de dormir, pergunte a você mesmo se naquele dia ajudou a humanidade.

Lendo a citação acima, logo lembrei dos meus tempos de ensino médio. Tempo em que vivia debruçada em livros e exercícios. Época em que tinha história, português, inglês e redação como minhas matérias preferidas. Era também hora de pensar no que escolher para o vestibular. Recordo que quase nenhuma das diversas opções me agradava. Para mim, esse é um dos momentos mais conturbados da vida de um estudante que está terminando a escola e vai à procura de um curso superior.


Nunca gostei muito de calcular ou entender as fórmulas de química e física. Mesmo assim, sempre fui uma boa aluna. Gostava mesmo quando era aula de redação. A professora lançava um tema para discussão e nosso dever era escrever sobre ele. Nem sempre eu conseguia um nove ou dez, mas mesmo quando vinha o oito eu ficava feliz.

O que importava era gastar as folhas do meu caderno com a fórmula que não esqueci até hoje: introdução - desenvolvimento - conclusão. Escrevia e reescrevia o texto umas duas ou três vezes. Relia. Não gostava de determinada palavra, trocava. Era assim. Rabiscos não faltavam. Mudava uma frase aqui, e outra ali. Tudo para o resultado final sair perfeito. Pelo menos para mim.

E foi com essas redações, ensaios para o vestibular, que fui percebendo que o que eu realmente queria era escrever. Também pensava que escrevendo eu podia fazer a minha parte e ajudar a mudar, pelo menos, o lugar em que vivo.

Informar, contar histórias. Era assim que naquela época eu pensava em trabalhar. Achava que era simples fazer isso, mas hoje sei que para escrever qualquer linha é preciso apurar, apurar, apurar, quantas vezes for necessário. Mas também é preciso encontrar fontes para falar dos fatos. É delas que virão nossas informações.

Elas são essenciais para o nosso trabalho, já que nos ajudarão a contar as histórias. Sim, histórias. Como meu professor sempre fala em sala de aula:

Jornalismo é contar histórias. As melhores histórias são histórias de gente.


E quanto mais aprendo sobre o jornalismo, mais me apaixono pela profissão que resolvi estudar para seguir.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Atlântida Festival leva 20 mil pessoas ao pavilhão da Fiergs

Um festival que reuniu vários nomes do rock. Assim foi o Atlântida Festival, promovido pela rádio Atlântida. Foram 20 mil pessoas reunidas no pavilhão da Fiergs em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A primeira banda a tocar foi a Doyoulike?. Entre as músicas do repertório estavam Bom Dia e Cura, o novo single do grupo.

Além da Doyoulike?, a Fresno também levantou o público com canções antigas e novas. Onde Está, o primeiro single dela que tocou na rádio fez parte do repertório musical. Quando começou a tocar Revanche, Lucas dedicou à todos que querem atrapalhar o trabalho do quarteto gaúcho.

Quer saber o que aconteceu no festival? Veja então os vídeos das apresentações das bandas Doyoulike? e Fresno.

 
Angelica Brunatto © 2012 | Adaptado por Angelica Brunatto.