terça-feira, 31 de maio de 2011

E o Rio de Janeiro continua lindo

Era uma sexta-feira. Uma sexta atípica. Ali estava eu, de malas prontas, e com dispensa do serviço. Era meio dia. Um dia de meia estação, nem calor nem frio. Na escada do meu prédio, eu e minha mãe esperávamos os demais para irmos em direção ao aeroporto internacional Hercílio Luz, em Florianópolis.

Meio dia e trinta, meu tio apareceu em nossa casa. No carro, além das malas estava minha tia e meus dois primos. Viajamos em seis. Uma hora e um pouco mais de estrada entre Tubarão e Florianópolis. Quase mais de uma hora parados na Via Expressa, quando fazíamos o caminho do aeroporto, que fica na ilha de Santa Catarina.


Mesmo com o clima de felicidade estampado em nossos rostos, esconder o estresse por ficarmos parados no trânsito não foi tão difícil. A todo o momento eu queria saber de onde as pessoas que usam a única ligação do continente com a ilha tiram paciência para enfrentar o congestionamento. Sinceramente não pude descobrir.
De qualquer forma esse é um problema enfrentado por diversos moradores de grandes cidades. E com o aumento da frota de veículos esse caos só vai aumentar. Mas voltando à nossa ida ao aeroporto, quando chegamos ao destino, fomos muito bem recebidos pela empresa de estacionamento, que gentilmente nos levou em uma van para o aeroporto.

O vôo de Florianópolis para o Rio de Janeiro saiu na hora. Nem um minuto de atraso. O único sentimento que não perdi foi o frio na barriga cada vez que o avião decola. Aquele frio por voar, algo que não é natural do ser humano. E lá fomos nós, com medo de o detector de metais apitar para alguém. Ano passado minha mãe sofreu, foi obrigada a tirar até os sapatos para poder passar. Esse ano foi a vez da minha tia ser retida pela funcionária da Infraero.




Durante a viagem, tudo foi tranqüilo, de acordo com os padrões. O avião levantou vôo, a aeromoça serviu balas de chocolate para os passageiros. Os comissários de bordo ofereceram pão quente com queijo e refrigerante para quem estivesse com fome.
Ao chegar no Galeão, após um pouco mais de uma hora de vôo, meu corpo sentiu um alívio por pisar em terra firme. Já meus olhos brilharam com a imensidão daquele lugar. Pela primeira vez, pessoas com plaquinhas com meu sobrenome escrito me esperavam no saguão, e uma van me esperava para levar ao hotel.
Quando entramos na condução que nos levaria até Copacabana, o motorista logo nos alertou:

- Se preparem, o trânsito ta complicado. Acho que em uma hora a gente chega lá.

O motorista era um homem com aparência de uns 40 ou 45 anos. Tinha a pele escura e não era natural do Rio. Como ele contou, veio do nordeste em busca de uma vida na metrópole, mas hoje pretende voltar para a terra natal.

A nossa guia turística também aparentava ter a idade do motorista. Mas ao contrário dele, tinha a pele e os cabelos claros, e era carioca. Tinha o sotaque forte e não parava de falar. Cada lugar pelo qual passávamos, ela explicava alguma coisa.

Durante o trajeto da Ilha do Governador, onde o aeroporto Galeão está instalado, e a praia de Copacabana, nós precisávamos passar pela tão famosa Linha Vermelha. Famosa por cortar duas favelas e por ser um local com freqüentes assaltos e balas perdidas. Para coibir a onda de violência do local, o governo do Rio de Janeiro mascarou as favelas. Contornando a estrada, um extenso corredor com vidros blindados de alguns metros de altura foram erguidos para que as comunidades não avancem umas nas outras. Dessa forma, as balas perdidas não atingem os motoristas que por ali passam.

Quem vai para o Rio e visita apenas os pontos turísticos, pensa que tudo é uma maravilha. Como já diria a famosa música: “Cidade Maravilhosa.” Não digo que o Rio de Janeiro não seja maravilhoso, mas não é apenas de pontos bonitos que a cidade é feita. Para cada lado que se olhe, uma favela pode ser vista aos pés dos morros. A paisagem se mescla com construções lindas de bairros como Ipanema, Leblon, Copacabana, com casas construídas uma ao lado da outra de uma maneira bem precária nas encostas dos morros.

São duas cidades, que parecem pertencer a mundos diferentes, uma ao lado da outra. O mesmo lugar que recebe turistas do mundo inteiro também abriga pessoas que não tem dinheiro para poder conhecer os pontos turísticos da própria cidade.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

[resenha] Ela Foi Até o Fim - Meg Cabot


ELA FOI ATÉ O FIM

Editora: Galera Record
ISBN: 9788501082671
Lançamento: 2010
Autor: Meg Cabot

Sinopse: 

Lou Calabrese é uma roteirista de sucesso – já escreveu vários roteiros de ação que renderam milhões de bilheteria e até ganhou um Oscar! O problema é que seu namorado, o grande astro do filme, resolveu deixá-la pela estrela principal! E agora Lou terá que provar que conseguirá passar por tudo para esquecê-lo e, no caminho, talvez até encontre o verdadeiro amor.


Resenha por mim:

Se você gosta de histórias que de maneira alguma aconteça na vida real, mas que no final você já sabe qual o fim da trama, uma boa pedida é "Ela foi até o fim". Escrito por Meg Cabot, o livro traz um enredo cheio de aventura. Lou Calabrese e Jack Townsend prendem a atenção da leitora do início ao fim.

"Ela foi até o fim" não é do tipo "Diário da Princesa" ou "Garota Americana", títulos da mesma autora. A história de Lou Calabrese é para um público mais adulto. Entretanto, Meg Cabot não deixa o clima de comédia de lado. De uma forma totalmente divertida, a autora relata toda a aventura dos dois personagens até conseguirem completar a missão destinada à eles. Lou Calabrese é uma roteirista renomada de Hollywood que é abandonada e trocada pelo namorado. Ele a troca por uma atriz de um filme que Lou escreve para dar uma ajuda na carreira do namorado. Mas ela se decepciona e decide começar outra carreira. Mas antes de partir para uma outra rotina, Lou deve chegar ao set do último filme que escreveu para evitar uma explosão em uma mina. Entretanto imprevistos aconteceram e Lou Calabrese, após um acidente de helicóptero, se perde no meio de uma nevasca no Alasca com seu inimigo Jack Townsend. E todo o enredo se constrói a partir desse fato.

O livro segue a linha de "A Rainha da Fofoca". Da mesma forma como todos os outros títulos escritos por Meg Cabot, a autora tem o poder de prender a atenção do leitor a cada palavra dita. A vontade de chegar ao final aumenta a cada linha lida.

Com certeza recomendo "Ela foi até o fim" para quem quer esquecer de tudo o que acontece em volta. É uma ótima leitura para ir ao mundo cinematográfico da roteirista Lou Calabrese.

sábado, 28 de maio de 2011

Concentração de pessoas em frente ao Masp marca ao início Marcha da Liberdade

Hoje, a Marcha da Liberdade acontece em São Paulo. A concentração é no vão livre do Masp. A marcha chegou a ser proibida pelo governo por ser entendida como uma reedição da Marcha da Maconha que foi proibida. A Marcha da Liberdade tomou espaço na imprensa durante a semana interior e muita confusão aconteceu na semana passada. Repórteres chegaram a ser agredidos por policiais durante o protesto. Hoje a Marcha pretende sair às ruas.

E você pode assistir a manifestação ao vivo. A transmissão é feita pelo site Blog Casa Fora do Eixo.


Watch live streaming video from ucan at livestream.com

Smile - Avril Lavigne

Brasileiro participa de Glee Project. E sabe onde ele morou?

Que está em todos os sites da internet é verdade. Mas o que não foi escrito em nenhum
lugar (exceto pela matéria publicada hoje no jornal Notisul) é de onde esse brasileiro, que
participa do Glee Project, é. Na verdade não tenho certeza se ele é natural da Cidade Azul. Mas
a certeza é que durante sete anos, aproximadamente dos 5 aos 12 anos (pelos meus cálculos), Matheus Fernandes morou em Santa Catarina, mais especificamente em Tubarão. Ele Estudou na escola de Educação Básica Sagrado Coração de Jesus, no bairro KM 60 (de acordo com informações que eu colhi). Ele morou com a avó antes de se mudar para os Estados Unidos e morar junto com a mãe. A mudança para o país estrangeiro aconteceu há aproximadamente oito anos.



Hoje, com 20 anos, Matheus é um dos 12 aprovados para participar do Glee Project, um
projeto que selecionará um ator para atuar em sete episódios da próxima temporada da série.
No reality os concorrentes vão passar por diversas provas de canto e teatro. Glee Project
estreia dia 12 de junho nos Estados Unidos e será transmitido pelo canal Oxygen. No Brasil
ainda não tem data de estreia, mas aqui é a Fox quem vai exibir o reality.

Agora é torcer para que nosso país, nosso estado e cidade sejam bem representados por
Matheus no reality. E que consigamos o papel na 3ª temporada de Glee.

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Bio de Matheus no Site do Glee Project

Age: 20
Hometown: Atlanta, GA
Originally from Brazil, Matheus moved to the United States eight years ago to consult American doctors about his 4'9" height. Their conclusion: he is "just short." Despite not knowing any English, he enrolled in school three days after moving to the States and through the help of his trusty dictionary, mastered the language within months. Music has always been his best companion - helping him get through life's difficult challenges. Finally overcoming his insecurities, Matheus decided to audition for "The Glee Project" at the Dallas/Fort Worth open casting call. He proudly proves that being different is never a bad thing.

terça-feira, 24 de maio de 2011

[resenha] Uma história de amor, guerra e espionagem



O CASO ROSEMBERG, 50 anos depois

Editora: Conex
ISBN: 8575940163
Lançamento: 2003
Autor: Assef Kfouri


Sinopse: 

O jornalista Assef Kfouri conta em detalhes a vida, as atividades de espionagem, a prisão, o julgamento e a execução do casal de judeus nova-iorquinos Julius e Ethel Rosenberg, numa narrativa envolvente, feita a partir de extensas pesquisas em livros, periódicos, documentos governamentais, transcrições processuais e entrevistas.(Fonte: Site Livraria Cultura)

Resenha por mim:

A Guerra Fria deixou o mundo aflito. Era uma época que ninguém sabia se estaria vivo no outro dia. Tempos em que os Estados Unidos e a extinta União Soviética eram inimigos. O mundo estava em conflito. E ninguém sabia exatamente quando o pesadelo ia terminar.
A América vivia nos anos dourados. O sonho americano. E foi nessa época que um casal de judeus foi julgado por cometer um crime, que segundo as autoridades da época, era pior que o assassinato de outra pessoa. Julius e Ethel Rosenberg foram acusados de espionagem nos Estados Unidos.

O Casal Rosenberg negou até o último momento da vida que espionava os projetos de bomba atômica dos Estados Unidos e Mandava informações para a extinta União Soviética. Ethel e Julius Rosenberg trabalhavam em prol de uma ideologia. E por ela lutaram. O casal tinha dois filhos pequenos, mas mesmo assim continuavam negando a participação no crime, e foram levados até a cadeira elétrica.

Tudo isso é retratado no livro de Assef Kfouri. Com uma narrativa detalhada, o autor consegue expressar os sentimentos e as ações dos personagens. Mesmo sendo escrito 50 anos após o julgamento, Assef coloca o autor dentro de cada cena, cada gesto e cada ação dos personagens. Durante o julgamento, todas as falas são descritas e rigorosamente, o que faz o leitor viajar e se por no tribunal.

Assef Kfouri nos faz questionar se o casal Rosenberg era ou não inocente. Ethel e Julius foram desvendados por causa do irmão da mulher, que contou às autoridades sobre a espionagem. Assef Kfouri foi atrás de documentos para contar a história do crime, que ficou conhecida em todo o mundo. O Casal Rosenberg é então condenado à cadeira elétrica, considerados culpados pelas autoridades. Mesmo se declarando inocentes, a história verdadeira vem à tona há pouco, quando em um livro publicado o autor fala sobre o envolvimento do casal no crime.

O Caso Rosenberg 50 anos depois não é só importante para conhecer a história do casal espião. Mas para entendermos o cenário mundial da época e podermos nos situar melhor na sociedade atual.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Novos Clipes

Durante as últimas semanas, dois clipes, de duas bandas que gosto muito foram lançados. O primeiro é da banda gaúcha Doyoulike?. A segunda é da catarinense Ponto Nulo No Céu.

Fica aí então: Garotos Perdidos e Subsolo.






:)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Visconde

Como vocês sabem eu sou fã de Fresno. Não só das músicas da própria banda, mas de todos os projetos dos demais integrantes. Principalmente do Lucas, que na minha humilde opinião tem uma voz maravilhosa e fala de coisas do coração.
Há uma semana (ou quase isso) ele lançou no site SoundCloud, mais um projeto. O nome dessa nova "aventura musical" é Visconde. Lá, ele colocou uma versão um pouco diferente de algumas músicas já conhecidas.
Não consigo julgar se é bom ou não (sou suspeita para falar qualquer coisa), já que não sou crítica musical. Mas vou deixar aqui as músicas para que vocês ouçam e falem o que acham.

  Latest tracks by visconde

ps: faz um século que não dou as caras por aqui.
 
Angelica Brunatto © 2012 | Adaptado por Angelica Brunatto.