Mostrando postagens com marcador Crônica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crônica. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Uma viagem ao interior.

Há muito tempo não andava de bicicleta. Quando eu falo muito tempo, é muito tempo. Eu e minha família inteira fomos para o interior. Pegamos uma estrada e seguimos em direção a bairros um pouco mais afastados do centro da cidade.

No início do passeio, carros e mais carros. Depois a intensidade de veículos foi diminuindo. Os prédios e as construções foram dando lugar as árvores e ao verde.  As casas que antes eram juntinhas, ficavam cada vez mais distante uma da outra. 

O clima de interior não deixa de lado alguns problemas. A estrada que antes era asfalto hoje dá lugar aos buracos. Até sobre duas rodas, pedalando uma bicicleta fica difícil de desviar. Não é um ou outro. São vários. E não são pequenos, muitos deles quase me fizeram perder o equilíbrio.

Não é a toa que os moradores fazem manifestações para melhorias. A estrada dá acesso à diversos bairros do interior da cidade e a principal via para que os munícipes cheguem ao Centro. Mas as condições são precárias.

E da mesma maneira como está essa estrada, muitas outras vias importantes do município também precisam de reparos. Hoje eu entendo o por quê essas pessoas reclamam. Se eu estivesse na mesma situação também pediria soluções.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Adeus 2011, que venha 2012...

Há anos que parecem demorar séculos para passar. Tem outros que parece que um mês foi pouco. Acho que 2011 foi um daqueles que o tempo passou voando. Ou é porque estou terminando a faculdade ou porque fiz tanta coisa que não vi os dias passarem.

Dia desses eu estava caminhando pelo Centro da cidade onde moro e percebi que algo estava diferente no cenário. Foi então que me dei por conta de que os enfeites de natal já estavam tomando seus devidos lugares nas árvores e postes. Eu pensei:

- Já? Mal começamos o mês de outubro!

Foi então que me dei por conta que metade do mês já foi e estamos quase dentro de novembro. O fim do ano está se aproximando, e rápido!

Parece que foi ontem que atrasei em uma hora meus relógios, e já estamos adiantando outra vez. Os dias estão virando mais compridos e as noites mais curtas. O frio já foi embora e eu nem pude aproveitar. A primavera está passando e logo logo vem o verão... e o ano novo.... e começa tudo outra vez.

E você? Já parou para pensar o que fez neste ano, ou que você vai ser ano que vem?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A consulta mais rápida da minha vida


Tanto quando a gente entra em uma empresa ou sai dela, um documento é necessário apresentar: atestado de saúde.

Fui buscar o meu atestado para poder sair do emprego. Perdi uma tarde inteira, praticamente.

1 - chego no local e o médico chega apenas depois das 15h (um monte de gente já esperava por ele)

2 - Tive que esperar esse tempo todo.

Tudo bem, resolvi dar uma volta para passar o tempo. Às 15h15 voltei. A secretária me mandou entrar. No lugar onde havia diversas pessoas,agora, não tinha mais ninguém.

Entrei.

Na sala lá estava a pessoa que iria assinar meu papel lendo uma página do G1. Ele mal tirou os olhos da tela do computador para me atender.

Nem sentei na cadeira do médico (se é que é médico mesmo, porque eu posso muito bem exercer a função dele mil vezes melhor). Ele me olhou e perguntou:

- Tudo bem com você?

Eu educadamente respondi:

- Acredito que esteja tudo ótimo comigo.

Ele continuou a conversa:

- Se você acredita que está bem, quem sou eu para dizer que não está?

Eu, debochada, retruquei:

- O senhor é um médico, deveria me avaliar para dizer se estou bem.

A conversa terminou com um "boa sorte" vindo da parte dele.

Essa foi a consulta mais rápida da minha vida.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Chove. Chuva. Chove.

E parece que São Pedro resolveu nos fazer abrir o guarda-roupa e buscar as botas e os casacos para enfrentar essa chuvinha. Já chove há dois dias direto e as cidades estão ficando embaixo d'água. Para sair de casa preciso de um acessório indispesável: o guarda-chuva. Sem ele chego no meu destino ensopada.

Dia de chuva é bom, mas para quem pode ficar em casa e dormir um soninho. Quem levanta cedo e passa o dia inteiro úmida merecia o sol todos os dias do ano.

Há algumas semanas foi aquele frio (pelo menos a luz do sol alegrava meu dia), agora a chuva não para. Os rios estão cheios e a água que caiu nessas 48 horas já é mais do que todo o acumulado para o mês de Agosto (90mm).

Se continuar assim, vou abandonar todas as minhas pretensões nas livrarias e lojas de discos e ir para um local onde se vende artigos de caça e pesca. Vou chegar ao vendedor e dizer:

- Preciso de uma galocha e uma canoa.

Só assim para meus pés ficarem secos, porque nem mais a bota de couro resolve o meu problema. Isso ainda que eu moro em cima de um morro. Imagino quem mora em locais baixos onde alaga sempre quando chove.

Hoje à noite minha cama me espera.

terça-feira, 31 de maio de 2011

E o Rio de Janeiro continua lindo

Era uma sexta-feira. Uma sexta atípica. Ali estava eu, de malas prontas, e com dispensa do serviço. Era meio dia. Um dia de meia estação, nem calor nem frio. Na escada do meu prédio, eu e minha mãe esperávamos os demais para irmos em direção ao aeroporto internacional Hercílio Luz, em Florianópolis.

Meio dia e trinta, meu tio apareceu em nossa casa. No carro, além das malas estava minha tia e meus dois primos. Viajamos em seis. Uma hora e um pouco mais de estrada entre Tubarão e Florianópolis. Quase mais de uma hora parados na Via Expressa, quando fazíamos o caminho do aeroporto, que fica na ilha de Santa Catarina.


Mesmo com o clima de felicidade estampado em nossos rostos, esconder o estresse por ficarmos parados no trânsito não foi tão difícil. A todo o momento eu queria saber de onde as pessoas que usam a única ligação do continente com a ilha tiram paciência para enfrentar o congestionamento. Sinceramente não pude descobrir.
De qualquer forma esse é um problema enfrentado por diversos moradores de grandes cidades. E com o aumento da frota de veículos esse caos só vai aumentar. Mas voltando à nossa ida ao aeroporto, quando chegamos ao destino, fomos muito bem recebidos pela empresa de estacionamento, que gentilmente nos levou em uma van para o aeroporto.

O vôo de Florianópolis para o Rio de Janeiro saiu na hora. Nem um minuto de atraso. O único sentimento que não perdi foi o frio na barriga cada vez que o avião decola. Aquele frio por voar, algo que não é natural do ser humano. E lá fomos nós, com medo de o detector de metais apitar para alguém. Ano passado minha mãe sofreu, foi obrigada a tirar até os sapatos para poder passar. Esse ano foi a vez da minha tia ser retida pela funcionária da Infraero.




Durante a viagem, tudo foi tranqüilo, de acordo com os padrões. O avião levantou vôo, a aeromoça serviu balas de chocolate para os passageiros. Os comissários de bordo ofereceram pão quente com queijo e refrigerante para quem estivesse com fome.
Ao chegar no Galeão, após um pouco mais de uma hora de vôo, meu corpo sentiu um alívio por pisar em terra firme. Já meus olhos brilharam com a imensidão daquele lugar. Pela primeira vez, pessoas com plaquinhas com meu sobrenome escrito me esperavam no saguão, e uma van me esperava para levar ao hotel.
Quando entramos na condução que nos levaria até Copacabana, o motorista logo nos alertou:

- Se preparem, o trânsito ta complicado. Acho que em uma hora a gente chega lá.

O motorista era um homem com aparência de uns 40 ou 45 anos. Tinha a pele escura e não era natural do Rio. Como ele contou, veio do nordeste em busca de uma vida na metrópole, mas hoje pretende voltar para a terra natal.

A nossa guia turística também aparentava ter a idade do motorista. Mas ao contrário dele, tinha a pele e os cabelos claros, e era carioca. Tinha o sotaque forte e não parava de falar. Cada lugar pelo qual passávamos, ela explicava alguma coisa.

Durante o trajeto da Ilha do Governador, onde o aeroporto Galeão está instalado, e a praia de Copacabana, nós precisávamos passar pela tão famosa Linha Vermelha. Famosa por cortar duas favelas e por ser um local com freqüentes assaltos e balas perdidas. Para coibir a onda de violência do local, o governo do Rio de Janeiro mascarou as favelas. Contornando a estrada, um extenso corredor com vidros blindados de alguns metros de altura foram erguidos para que as comunidades não avancem umas nas outras. Dessa forma, as balas perdidas não atingem os motoristas que por ali passam.

Quem vai para o Rio e visita apenas os pontos turísticos, pensa que tudo é uma maravilha. Como já diria a famosa música: “Cidade Maravilhosa.” Não digo que o Rio de Janeiro não seja maravilhoso, mas não é apenas de pontos bonitos que a cidade é feita. Para cada lado que se olhe, uma favela pode ser vista aos pés dos morros. A paisagem se mescla com construções lindas de bairros como Ipanema, Leblon, Copacabana, com casas construídas uma ao lado da outra de uma maneira bem precária nas encostas dos morros.

São duas cidades, que parecem pertencer a mundos diferentes, uma ao lado da outra. O mesmo lugar que recebe turistas do mundo inteiro também abriga pessoas que não tem dinheiro para poder conhecer os pontos turísticos da própria cidade.
 
Angelica Brunatto © 2012 | Adaptado por Angelica Brunatto.