A tradição é mantida a anos. Diversas mulheres com problemas emocionais vão até Verona, na Itália, e pedem conselhos para Julieta. E foi para pedir ajuda à personagem criada por Shakespeare que Claire foi até o local onde as mulheres deixam as mensagens. A resposta chegou tardia. E é nessa história que gira o roteiro do filme Cartas para Julieta.
Sophie, uma jovem escritora americana viaja à Verona com o noivo. Enquanto ele trata de negócios, ela conhece o local. Em um dos passeios, a moça encontra um lugar onde mulheres das mais variadas idades deixam cartas e bilhetes. Todas elas endereçadas à Julieta. Curiosa, Sophie segue a mulher que as recolhe. Descobre então quem são as Secretárias de Julieta.
O trabalho realmente existe e é voluntário, e algumas mulheres, do clube da Julieta, passam horas respondendo as cartas e deixando conselhos àquelas que sofrem com o coração. Todas, sem exceção, ganham uma resposta.
Enquanto o noivo de Sophie continua envolvido com negócios, ela e as outras Secretárias recolhem as cartas deixadas para Julieta. A moça então descobre uma mensagem deixada ali há 50 anos. A remetente uma jovem inglesa.
Mesmo tarde a carta é respondida. Claire, a jovem inglesa que escreveu para a personagem de Shakespeare, volta à Verona para tentar reencontrar Lorenzo, o amor deixado na Itália. Nesses 50 anos, todos os dois seguiram as próprias vidas, tiveram filhos e constituíram uma família.
Claire volta à Verona com um neto. Este irritado com quem mandou uma mensagem à avó. Sophie e Charlie não se entendem. Entreanto ela e Claire se gostam. Os três saem em busca de Lorenzo. E toda a aventura vivida pelo trio vira um romance, em dois sentidos.
Cartas para Julieta conta que nunca é tarde para se amar. E que podemos encontrar o amos de nossas vidas em diversas situações. Faz você acreditar no destino, e que se duas pessoas se amam, ele trama para que elas fiquem juntas, mesmo no final da vida.
Por causa do aumento no índice de violência, não só aqui em Tubarão, eu e a minha turma de jornalismo fomos desafiados a contar histórias que de alguma forma contribuísse para amenizar as consequências desse mal. Com um olhar mais atento, foi fácil achar projetos, entidades e até mesmo leis que ajudam as pessoas vítimas de violência.
Um basta, é isso que precisamos dar
Confesso que não foi fácil escrever o editorial do Extra (jornal que publicamos para mostrar essas histórias), e que no dia em que foi publicado o número de mortos vítimas de homicídio já havia aumentado. Entretanto, o trabalho serviu para mostrar aos outros que há soluções para uma sociedade melhor, mas para isso não devemos esperar pelos demais.
No Brasil inteiro, dois casos, comentados muito pela mídia ultimamente, chocaram a população. O primeiro da advogada Mércia, o segundo da modelo Eliza. Neste útimo, o principal suspeito é Bruno, ex-goleiro do Flamengo. Mas estes são apenas dois exemplos que caíram nas mãos da imprensa. Milhões de mulheres sofrem caladas com a violência todos os dias, e o pior: dentro da própria casa. Segundo dados, uma mulher é agredida a cada 15 segundo no Brasil.
E isso nos faz pensar que a mulher sofre quieta, por medo de denunciar o agressor. Outras vezes, por não ter para onde ir depois de fazer a denúncia, e por não querer destruir a família. Os filhos podem ser os maiores prejudicados em toda essa história.
Mas a lei 11.340, criada no ano de 2006 existe para auxiliar essas mulheres. Foi essa lei que trouxe a violência psicológica para a área do Direito.
Mas se engana quem acha que a violência está somente nas classes mais baixas. As agressões, e os efeitos desse mal está presente em cada pedaço da nossa sociedade. E como eu disse anteriormente, cabe a nós fazer alguma coisa para combate-la. Pode ser dando apoio aos projetos ou educando os filhos de uma maneira que no futuro ele não vire um criminoso no futuro.
Para falar um pouco mais sobre a Lei 22.340, também conhecida como Lei Maria da Penha, vou colocar abaixo, o vídeo produzido por mim, Lisiane Back e Paula Thomas sobre o assunto:
Jornalista, 22 anos. Apaixonada por inglês e fotografia. Curte um pouco do espanhol e é louca por tudo o que acontece na internet. Ah, e tem uma veia artística um pouco escondida........
angelica.brunatto@hotmail.com