terça-feira, 2 de novembro de 2010

BEP em Floripa, Floripa.

O dia começou normal para uma segunda-feira, véspera de feriado. Levantei cedo e trabalhei. Esperei pelo menos três meses pela chegada desse dia. Minha programação era sair de casa cedo, ir para a TV, voltar e pegar a estrada. O sol que fazia logo de manhã me animou ainda mais. Cheguei com uma alegria radiante e cumprimentei a todos no trabalho com um sorriso estampado no rosto, afinal, não são todos os dias que se tem a oportunidade de ver os Black Eyed Peas de perto.

A saída de Tubarão estava prevista para as três e meia da tarde. Tempo suficiente para arrumar as malas e ir para Floripa. A viagem pareceu mais longa que as demais. No carro meus tios, minha mãe, minha prima e eu. O sol brilhava enquanto fazíamos o caminho rumo ao norte. A parada no Engenho é obrigatória. Cinco e meia da tarde e nós cinco estávamos sentados degustando pastéis, risolis e bolos na lanchonete de beira de estrada.

A chegada em São José, cidade vizinha à Florianópolis e onde passamos a noite, foi por volta das seis da tarde. Ao chegar ao hotel pedimos um táxi. Pegamos as chaves do quarto, deixamos as malas. Ao descer a telefone toca:

- Foram vocês que pediram um táxi? – era o recepcionista que avisava a chegada do motorista.

- Isso, nós mesmo. Já estamos descendo – respondi educadamente.

Dois táxis e 15 reais para cada motorista, resultado da corrida até o Estádio Orlando Scarpelli. No percurso, conversando com o taxista, descobrimos que todos naquele carro já moramos na mesma cidade:

- Eu morei em Tubarão. Na rua Laguna, em Oficinas – revela o taxista, cujo nome não recordo. Ele usava óculos escuros, que pude ver pelo espelho de retrovisor, e tinha os cabelos grisalhos.

Ele nos deixou em frente ao portão das arquibancadas cobertas. Saí e agradeci pela corrida. A fila que se formava já era grande. Apesar do relógio marcar sete horas da noite, o sol ainda brilhava no céu da capital catarinense. Ao redor do estádio os diversos caminhões que trouxeram os equipamentos para o show estavam estacionados. Havia também muita sujeira no chão, com propagandas de outras festas que estão por vir.

Cambistas e comércio ambulante não faltava por ali. Por todos os lados havia gente vendendo camisetas personalizadas e bebidas. Mas policiamento também não faltava. Em cada esquina havia pelos menos dois policiais militares.

Foto: Diego Redel

Na catraca uma pessoa recolhia o ingresso, e um policial militar fazia companhia. Na minha frente, uma mulher foi obrigada a esvaziar a mochila, já que era proibido entrar com qualquer tipo de alimento no evento. Quando foi a minha vez de entrar o menino que também cuidava da entrada olhou para a bolsa onde estava a minha máquina fotográfica:

- Não pode entrar com bala e nem chicletes. Se tiver tem que esvaziar.

A minha bolsa era tão pequena que não cabia nada além da máquina e as pilhas reservas:

- Mas não tenho moço – respondi de forma educada.

Sentamos nos nossos lugares às sete e meia da noite. Havia poucas pessoas nas arquibancadas cobertas. Dali podia ver a pista Golden e a Premiun. Além da pista normal, as cadeiras laterais e as frontais. Com o passar do tempo os lugares vazios ao meu redor foram sendo ocupados. Onde no sábado a bola rolava no jogo do Figueirense, ontem estava tomado por fãs dos Black Eyed Peas. A grama foi toda tapada por uma espécie de piso. Mas a trave do gol ainda estava lá, o que me fez lembrar que ali era um estádio de futebol.
Foram duas horas de espera pelo início da apresentação do grupo americano. Enquanto o DJ animava quem já estava presente, com músicas de hip-hop, as pessoas das arquibancadas brincavam de “olé”. Todos, sem exceção levantaram e se abaixaram formando uma espécie de onda de gente.


Foto: Cassiano Ferraz

O show dos Black Eyed Peas estava marcado para começar às nove horas da noite. Trinta e cinco minutos depois do horário marcado, o quarteto subiu ao palco. Um espetáculo para os olhos. Luz, figurino e coreografia perfeitos. Para abrir a apresentação Let`s Get Started. Nada melhor. Como diz a letra: “Vamos começar, yeah”. Músicas de toda a história do grupo foram interpretadas nas duas horas de show.

Em Where Is The Love, Will.I.am pediu para que as luzes fossem apagadas e que todos colocassem os celulares no ar. Uma cena bonita de se ver. Um mar de luzes no Orlando Scarpelli e um coral cantando o refrão da canção. Músicas como Don`t Phunk With My Heart e My Humps também agitaram a plateia.
Em Imma Be, Fergie terminou a música com a frase: “Vocês podem ser que vocês quiserem!”. Arriscando algumas palavras em português Will.I.am disse “Floripa, Floripa, meninas bonitas”, durante uma das canções do show. Dançarinas entraram no palco vestidas como sambistas quando começou a música Mais Que Nada.

Cada um dos integrantes teve um momento de destaque no espetáculo. Nele cada um ocupou o palco sozinho durante algum tempo. Fergie entrou cantando Fergielicious e Big Girls Don`t Cry. Um coro de vozes femininas tomou conta do estádio no refrão dessa música. Já Will.I.am assumiu as pick-ups. Ele entrou vestindo uma armadura que refletia as luzes do show.

Antes de I Gott A Feeling, Will.I.am olhou para o público e começou a falar sobre comprar uma casa no Brasil. Uma delas, segundo o cantor, seria no Rio, já a outra ele estava em dúvida entre Florianópolis ou Bahia. Assim, quando pronunciou em português bem claro “Um momento, I gott a feeling”, o público todo continuou a música. Assim foi o fim do espetáculo de luz, som, coreografias e figurinos.

Um grande evento que mobilizou muitas pessoas. Marcou e vai ficar na memória de Florianópolis, e das diversas pessoas que vieram de longe para ver o grupo norte americano se apresentar.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Outra lista. Dessa vez são os motivos pelos quais ouço REC.

A banda Reação em Cadeia completa 11 anos amanhã, e vou tentar enumerar aqui 11 motivos pelos quais eu gosto deles. Tive a ideia a partir do Tweet do fã clube do grupo. Bem, vamos começar.

1- A REC foi a primeira banda que ouvi no rádio e gostei, mesmo sem fazer parte da "modinha" da época.

2- A primeira música que aprendi a tocar sozinha no violão foi Me Odeie, canção que insistia para que meu primo tocasse todas as vezes que eu o via com o violão na mão.

3- Me Odeie significa muito para mim em diversos aspectos. O principal deles: foi a partir de Me Odeie que eu mudei meu gosto musical completamente, deixando de ouvir música pop para ir em busca de outro tipo de som.


4- Eu esperava Me Odeie tocar na rádio para poder gravar em uma fita K7 e escutar uma outra hora.

5- Ouvir Reação vicia. Ao escutar a primeira música sou obrigada a ouvir as demais.

6- O primeiro CD que tive do grupo pedi de presente de amigo secreto na escola. O álbum que tenho aqui em casa se chama Resto.

7- A voz do Jonathan Correa me encanta. Nunca ouvi alguém que contasse com a linda voz grave que ele tem, e muito menos alguém que interpretasse as músicas com tanta sinceridade. Nunca me atreverei a cantar alguma música da REC, já que minha voz estragaria as belas canções cantadas pelo Jhon.

8- Eles tem uma brilhante presença de palco e uma sintonia. Ainda não tive a oportunidade de ir à um show deles, mas percebo pelo DVD Nada Ópera, que já assisti algumas incontáveis vezes. Além claro de o Jhon ser um pouco louco e se pendurar no palco na última música do trabalho.

9- Me identifico muito com as músicas cantadas pelo grupo.

10- Eles são do Rio Grande do Sul, estado de qual pertencem as melhores bandas que eu conheço.

11- Reação em Cadeia está presente em diversos momentos da minha vida, principalmente nos mais importantes. É uma trilha sonora mais do que especial.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nine things that you don`t know about me (or know?).

Atentendo ao pedido do  @guicorreamaria (autor do blog Alguém Sabe Um Blog), vou escrever agora nove coisas que poucas pessoas sabem sobre mim. O pedido veio hoje pela manhã, enquanto estava ajudando ele a arrumar o layout do blog. Vou tentar escrever.

1- Até os meus três anos eu era loira e tinha pouco cabelo. Não que agora, depois de 20 anos, eu tenha muito, mas eles não são mais tão claros como antes. De loira passei a ter meus cabelos castanhos, depois um projeto de loira, cabelos quase vermelhos, então passaram a ser ruivos (meio laranja mesmo), e por fim estou tentando deixá-los da cor natural, muito embora eu não saiba mais a cor natural dele. A primeira vez que coloquei uma tinta no cabelo foi aos 14 anos.

2- Sou uma pessoa cheia de medos. O pior deles é o de cachorros. Há, somente, dois cães com os quais me dou bem: a Branca e o Nick. Não posso ver um desses animais na rua que me retraio. Tá, tudo bem, tenho medo e não gosto de cachorros. Desculpa vocês que são amantes desses bichinhos, eu não tenho nada contra, só acho que cachorros e Angelica não podem ocupar o mesmo espaço, mas às vezes eu me esforço para me dar bem.

3- Já tive uma fase emo/punk/moleque. Entre 15 e 16 anos eu me vestia de uma forma super estranha. Acho que era pior do que as meninas que se vestem meio Restart.. Usava calças largas, All Star (isso eu continuo usando), saias jeans rasgadas, correntes nas calças, tinha bonés, roupas camufladas e escutava screamo, metalcore e punk rock song.

4- Já tentei ser skatista. Também nessa época costumava andar de skate com meu primo, jogava Tony Hawk o dia inteiro e decorei o nome de algumas manobras. Também via campeonatos pela televisão. Hoje, não lembro de mais nada, muito menos como se sobe em um skate.

5- Sempre fui CDF, mas depois que entrei para a faculdade as coisas mudaram. Tinha sempre as melhores notas, sentava nas primeira carteiras da sala de aula, não conversava enquanto o professor explicava os conteúdos e nunca deixava trabalhos para a última hora. Em sala de aula sempre fui a mais quieta de todos. Depois que comecei a estudar comunicação social as coisas mudaram. Mas mesmo sempre tímida e envergonhada, não deixei de vencer meu medo e ser oradora na minha formatura do ensino médio. Devo ter falado para mais de trezentas pessoas, mas até hoje não consigo ver o DVD para avaliar meu desempenho.

6- Antes de estudar jornalismo já pensei em cursar direito para ser diplomata. Também já pensei em estudar cinema e vídeo. Mas para o vestibular passei para publicidade e propaganda, curso que fiz apenas um semestre e pedi transferencia para jornalismo.

7- Sou uma eterna apaixonada pela comunicação social. Entretanto minha maior paixão é fazer televisão. Pretendo e sonho trabalhar com isso o resto da minha vida. Não me vejo trabalhando em outra coisa. Mas ainda tenho outros desejos: passar no Curso Abril de Jornalismo (e ficar por lá depois) e trabalhar para a Rolling Stone.

8- A primeira revista, que me fez querer saber o que significava "comunicação social" foi a revista Capricho. Produto que assinei por 2 anos. A revista Capricho fez parte da minha vida como da maioria das meninas entre 14 e 17 anos. Hoje troquei a Capricho pela Super e a RollingStone.

9- Tenho um desejo enorme de entrevistar duas pessoas em especial. A primeira é o Lucas Silveira, o vocalista da Fresno. Sempre adimirei o trabalho dele, e adoro as músicas que ele canta, tanto da Fresno quanto do Beeshop. A segunda pessoa que queria ter a oportunidade de conhecer um dia é o Jonathan Corrêa, vocalista da Reação Em Cadeia. Também ouço o trabalho dele há algum tempo e seria uma honra fazer um perfil dele. Então se vocês lerem isso aqui, pretendo ainda poder escrever sobre vocês para este blog ou para o veículo de comunicação que eu trabalhar.

Eu ainda teria muitas outras coisas para escrever aqui, mas a brincadeira são 9. Então se você tem um blog, escreva também as nove coisas que poucas pessoas sabem sobre você.
 
Angelica Brunatto © 2012 | Adaptado por Angelica Brunatto.