terça-feira, 4 de maio de 2010

Uma história sem título.

Uma frase de autoria de Alberto Dines diz assim:

Antes de dormir, pergunte a você mesmo se naquele dia ajudou a humanidade.

Lendo a citação acima, logo lembrei dos meus tempos de ensino médio. Tempo em que vivia debruçada em livros e exercícios. Época em que tinha história, português, inglês e redação como minhas matérias preferidas. Era também hora de pensar no que escolher para o vestibular. Recordo que quase nenhuma das diversas opções me agradava. Para mim, esse é um dos momentos mais conturbados da vida de um estudante que está terminando a escola e vai à procura de um curso superior.


Nunca gostei muito de calcular ou entender as fórmulas de química e física. Mesmo assim, sempre fui uma boa aluna. Gostava mesmo quando era aula de redação. A professora lançava um tema para discussão e nosso dever era escrever sobre ele. Nem sempre eu conseguia um nove ou dez, mas mesmo quando vinha o oito eu ficava feliz.

O que importava era gastar as folhas do meu caderno com a fórmula que não esqueci até hoje: introdução - desenvolvimento - conclusão. Escrevia e reescrevia o texto umas duas ou três vezes. Relia. Não gostava de determinada palavra, trocava. Era assim. Rabiscos não faltavam. Mudava uma frase aqui, e outra ali. Tudo para o resultado final sair perfeito. Pelo menos para mim.

E foi com essas redações, ensaios para o vestibular, que fui percebendo que o que eu realmente queria era escrever. Também pensava que escrevendo eu podia fazer a minha parte e ajudar a mudar, pelo menos, o lugar em que vivo.

Informar, contar histórias. Era assim que naquela época eu pensava em trabalhar. Achava que era simples fazer isso, mas hoje sei que para escrever qualquer linha é preciso apurar, apurar, apurar, quantas vezes for necessário. Mas também é preciso encontrar fontes para falar dos fatos. É delas que virão nossas informações.

Elas são essenciais para o nosso trabalho, já que nos ajudarão a contar as histórias. Sim, histórias. Como meu professor sempre fala em sala de aula:

Jornalismo é contar histórias. As melhores histórias são histórias de gente.


E quanto mais aprendo sobre o jornalismo, mais me apaixono pela profissão que resolvi estudar para seguir.

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Angelica Brunatto © 2012 | Adaptado por Angelica Brunatto.