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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Por trás das quadras
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Quando os ponteiros do relógio marcaram três e meia da tarde, o jogador camisa dez da Unisul/Seguridade entrou no Ginásio Salgadão. Naquele momento eu estava concentrada nas perguntas que iria fazer e olhava fixamente para a quadra. O local estava vazio, exceto pelas quatro pessoas que faziam a limpeza. Entretanto, minutos antes, nos meus olhos passava o filme do último jogo que presenciei.
As mesmas arquibancadas vazias, na época, estavam repletas de torcedores. O barulho dentro do ginásio era intenso. Na quadra os jogadores se aqueciam. De um lado o time da casa, de outro o visitante. A imprensa tubaronense se preparava para a transmissão da partida. Eu podia ver radialistas e a equipe de televisão local se posicionando minutos antes do árbitro dar o sinal de início.
A bola rolava de um lado para o outro, o jogo era rápido. Cada vez que o árbitro decretava uma pausa na partida, o cronômetro congelava. Pessoas de diferentes idades pulavam e gritavam de alegria a cada gol que o time da cidade marcava no placar.
Enquanto eu esperava o pivô do time da Unisul/Seguridade chegar no local combinado, comecei a lembrar do estacionamento do ginásio lotado de carros, principalmente em noites de jogos pela Liga Futsal. Diversas equipes já vieram disputar uma partida no Ginásio Salgadão, em muitas delas o time da casa ganhou, mas em outras veio a derrota. Lembrei também das pessoas que aproveitam os dias de jogos para ganhar um dinheiro extra no orçamento do final do mês. Na porta do Salgadão, sempre há gente vendendo pipoca e refrigerante, além dos churrasquinhos de gato.
Entre os jogadores daquela partida, e de outras que já presenciei, estava um dos destaques da Liga e jogador da Seleção Brasileira de Futsal. O camisa dez da Unisul/Seguridade entrou no ginásio trajando uma bermuda e uma camiseta, roupa diferente do uniforme azul e branco que eu estava acostumada a ver nas partidas. Arranhando um sotaque gaúcho, ele olha pra mim e diz com um sorriso no rosto:
- Oi. Deives. Prazer.
Deives Moraes joga pelo time de Tubarão desde o início de 2009. Natural de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, chegou aqui após voltar da Espanha, onde jogou por um ano e meio no clube Benicarló. Na estadia foi obrigado a se adaptar com os costumes locais e principalmente com o idioma espanhol.
- Em questão profissional foi muito bom. Eu fui eleito pela imprensa o jogador revelação, isso aí para minha carreira foi bem bacana – relembra, enquanto estava sentado nas arquibancadas do ginásio.
O currículo de Deives é extenso. Ele joga bola desde os seis anos de idade, e sempre foi incentivado pelo pai. Aos 18 saiu de casa para jogar futsal. O jogador foi para Porto Alegre, depois de ter sido convidado para jogar pelo Internacional. Também passou pelo time da Ulbra, em Canoas, e teve uma passagem rápida pela Cortiana/UCS em Caxias do Sul.
São raras as vezes que viaja para o Rio Grande do Sul, já que segue uma puxada rotina de treinos diários e viaja para disputar diversas partidas com o time de futsal de Tubarão.
- Jogador não pode fazer planos. - explica enquanto se dirigia ao Freezer da sala de fisioterapia. Ele pega um saco com transparente com gelo e completa – Gelo faz parte da rotina do jogador. A gente vive com a dor.
A dor é resultado dos treinos diários enfrentados pelos atletas. Na Unisul/Seguridade os treinos iniciam por volta das 9h30 da manhã e seguem até o meio dia. Para estar disposto, o jogador levanta cedo e toma um café da manhã reforçado antes de seguir para o ginásio. Durante a tarde, mais e mais treinos.
A relação do pivô com os demais colegas de time é boa. Os atletas procuram interagir entre si, e reúnem-se algumas vezes no tempo livre. Segundo o jogador, essa atividade é boa e o entrosamento auxilia também no resultado dentro da quadra.
Nos quase dois anos que joga pela Unisul, Deives pretende atingir uma meta pessoal: marcar 100 gols vestindo a camisa do time. Até agora já foram 93 lances que deram certo.
- Eu acho que eu vou conseguir. Seria uma marca que nenhum outro atleta que passou pela Unisul conseguiu fazer – revela o jogador, que nessa altura conversava comigo na sala de fisioterapia do ginásio, já que o barulho emitido pela máquina de limpeza da quadra não permitia que conversássemos com clareza.
O grande número de gols marcados o fez ser destaque nacional na Liga Futsal. Deives foi apontado como artilheiro da competição. Mas, também, a alta média de gols o fez ser lembrado pelo técnico Pipoca, responsável pela Seleção Brasileira de Futsal. Em agosto o jogador gaúcho teve a primeira oportunidade de defender o Brasil em jogos de Futsal contra a Argentina. Em outubro, Deives foi convocado pela segunda vez para compor a equipe da seleção nos jogos de novembro.
- Acho que ele acabou gostando do que viu lá na primeira oportunidade e agora resolveu me chamar de novo. Eu espero estar buscando sempre o espaço e fazer sempre o melhor – garante Deives.
Mas mesmo levando o futsal como profissão desde cedo, o atleta do Rio Grande do Sul, nunca abandou os estudos. Para ele é essencial que qualquer pessoa do meio esportivo não deixe os estudos de lado. Enquanto cursava o ensino médio, conciliar os treinos com a escola era mais complicado. Sentado na arquibancada do ginásio vazio ele relembra que treinava em horários diferenciados para poder ir ao colégio regularmente.
Hoje, com 25 anos, Deives estuda Processos Gerenciais. Cursa o segundo semestre, mas teme perder por causa das várias faltas que teve, principalmente dos jogos da Unisul e as partidas da Seleção. Entretanto revela com firmeza que hoje em dia a prioridade na vida dele é o futsal, mas que pretende se graduar na faculdade.
Um das principais preocupações do jogador é manter a boa imagem. Quando eu o pergunto se já passou pela cabeça que ele pode ser o ídolo de alguém, ele me responde:
- Inclusive já me disseram isso.
Deives passa a imagem de uma boa pessoa e procura fazer coisas para que só se fale bem dele. Segundo o jogador, um ídolo deve passar um bom exemplo. Quando pequeno um dos maiores ídolos do esporte para ele era Ortiz, a mesma pessoa que o convidou para jogar nos times da grande Porto Alegre.
- Eu lembro que, na época, esses jogadores tinham tênis com o nome deles. O pai já comprava tênis dos jogadores pra incentivar mesmo – lembra.
O futsal hoje na vida de Deives Moraes é tudo. São poucos os momentos de folga em que pode passar um tempo livre com a esposa. A vida de um jogador é bastante puxada, mas no fim, para ele, tudo é recompensado. São os gritos da torcida, os gols marcados, a ida para a seleção brasileira e reconhecimento de um trabalho por todo o país.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
De Santa Catarina para o Brasil


terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Banda Santo Graau
A banda que antes se chamava DP5 surgiu em 1998, em Chapecó. As letras das música do grupo formado por Ricardo Avlis (vocal), Cleber Souza (guitarra e vocal), Márcio Pereira (bateria), Fernando Baldissera (guitarra) e Edinho Vidal (baixo) falam sobre sentimentos dos integrantes ou pessoas próximas à eles.
O primeiro CD do Santo Graau, chamado Espelho, possui 11 faixas. Em algumas delas, houve a participação de artistas na produção como Fernando Magalhães, integrante do Barão Vermelho e Bruno Furtado, do Kid Abelha.
A música Algum Dia que faz parte desse trabalho conquistou o 1° lugar nas mais pedidas da rádio Atlântida em Porto Alegre.
Agora, o novo projeto do grupo é lançar um DVD, que contém as 11 faixas de Espelho e regravações de músicas dos Titãs, Barão Vermelho, Rita Lee, Roberto Carlos e Legião Urbana.
domingo, 29 de novembro de 2009
A música que flui nas veias
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Entrevista com Érico Junqueira

AB - Quais as suas influências musicais?
EJ - Influências variam conforme o tempo vai passando, assim como a maneira de pensar ao longo da vida. Ultimamente minhas influências têm vindo de bandas como Emery, Los Hermanos e até umas canções do Vicent Gallo. E tem uma menina de São Paulo que faz um som bem low-fi que me agrada muito também, mas não me recordo o nome agora.
AB - E antes da Doyoulike? Você já tocou em outras bandas?
EJ - Antes da Doyoulike? eu era vocalista da banda Aster. O que aliás, me fez conhecer os meus parceiros de Doyoulike?. Isso foi em 2002. Logo depois que mudei de Gravataí para Charqueadas, conheci o pessoal que fazia música na cidade. A Aster já existia, mas com outra formação. Depois de um tempo o vocalista e baixista saiu e o batera também, então mudou toda a formação, e eu era amigo dos "caras", ganhei de presente um convite para tocar com eles.
AB - E em que ano você entrou para a Doyoulike?
EJ - A Doyoulike? começou em 2006. Eu conheci os outros meninos das noites de shows da Aster em Porto Alegre e tudo. Eles também tinham badas: o Gulis tocava nos Vettoratos e o Z e o Neko na Napalmy. Por algum motivo que ainda não entendi, a cena, naquela época se podia dizer "underground" aqui de Porto Alegre deu uma parada, e os shows pararam de acontecer. Nós quatro ainda assim queríamos tocar e resolvemos nos juntar para fazer covers que a gente gostava e gosta muito ainda que são Discoteque e Deluxe Trio(ambas do Rio de Janeiro). Num dos ensaios o Z chegou com uma música própria e daí tudo se encaminhou de verdade.

terça-feira, 27 de outubro de 2009
Rodrigo Esteban Tavares

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Gustavo Mantovani
Este é Gustavo Mantovani, o Vavo, guitarrista da banda de rock gaúcha Fresno.
Foi aos 16 anos, quando estudava no Colégio Pastor Dohms, em Porto Algre, que conheceu os demais garotos que juntos formaram a Fresno. Gustavo conhecia o Lezo (primeiro baixista) desde os 4 anos, já que estudavam juntos desde essa época. O Cuper entrou no escola na 7a série e o Lucas só no segundo grau.
Vavo é um dos componentes "originais" da banda, além dele só Lucas é da primeira formação. Tavares e Bell entraram depois que os outros participantes decidiram abandonar o grupo.
O guitarrista ouve todos os tipos de música e é fascinado por revistas. E ainda: é o mais organizado dentro os meninos da Fresno.
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Curiosidades retiradas do Site Oficial da Fresno
NOME: NOME: Gustavo Mantovani
DATA DE NASCIMENTO: DATA DE NASCIMENTO: 27/02/1983
ALTURA: ALTURA: 175 cm
PESO: PESO: 76 kg
UM FILME: UM FILME: Virgem de 40 Anos
UM LIVRO: UM LIVRO: O Mistério do Cinco Estrelas
UM ESPRTE: UM ESPORTE: Futebol
UMA COMIDA: UMA COMIDA: Salada de frutas
UMA BEBIDA: UMA BEBIDA: Batida com leite condensado
DOCE: DOCE: Amanteigados Stoffel
MELHOR COMBUSTÍVEL: MELHOR COMBUSTÍVEL: Metanol
UMA PALAVRA ENGRAÇA: UMA PALAVRA ENGRAÇADA: Bigode
O QUE MAIS TE IRRITA? O QUE MAIS TE IRRITA?Comandas grandes
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O Rock Sincero e com Qualidade

Meu post hoje também é de uma outra banda de Porto Alegre.
O nome: Doyoulike?
O lema: Siga em frente, não importa a direção. É por esta razão que todos os 4 integrantes da banda usam uma seta no dorso da mão.
A Doyoulike? é formada por 4 garotos, Neko (21), Gulis (22), Z (23) e Érico (24). A banda teve início em 2006. De lá para cá os "guris" já participaram de programas musicais como o Papo Clip na TVCom, e hoje em dia estão consquistando espaço nas paradas musicais da Rádio Atlântida.
Eles têm 2 álbuns gravados, e disponíveis para download no Trama Virtual, cujos nomes são Até Onde Meus Pés Aguentarem (2007), Uncano (2008). Além deles há outros 2 singles virtuais, Eu Vejo Tudo, de 2007, e Bom Dia, de 2009.
As músicas são do tipo que grudam na cabeça e custam a sair. Entretanto é impossível deixar de ouvir.
Paradas Musicais:
A música Bom Dia está já há algum tempo entre as mais pedidas da rádio Atlântida do Rio Grande do Sul. E muito além das paradas musicais, a música também tem um clipe, estreiado algumas semanas atrás, e que logo estará na internet.
Ouça e veja a Doyoulike? tocando Bom Dia
Clipes:
O clipe da Doyoulike é da música Não Foi Você.
No Papo Clip:
Confira algumas músicas tocadas pelos garotos no programa Papo Clip do dia 26/08/2008
Para você que quer conhecer um pouco mais a Doyoulike, pode entrar na comunidade do Orkut, que contém mais de 6 mil membros, ver o Fotolog, escutar outras músicas no Myspace, e ainda seguir a banda no Twitter.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009
César Ovalle
Ele é fotógrafo e conquistou milhares de corações pelo Brasil a fora. E não apenas daqueles que gostam da arte de fotografar, mas de uma legião de fãs apaixonados por NX Zero. Tem 29 anos, é paulista de São José dos Campos, nasceu no dia 11 de fevereiro de 1980, e atualmente trabalha com os meninos do Nx, mas não só com eles, como o próprio fotógrafo diz.
O interesse pela fotografia surgiu cedo. Cesinha conta que quando tinha 13 anos foi a uma viagem pela serra gaúcha com os pais. Lá teve noções básicas sobre como fotografar. Já que o próprio pai deixou uma câmera com fotômetro de mão com ele para tirar algumas fotos do passeio. “A partir dali a fotografia já fazia parte de mim”, revela o fotógrafo.
No ano de 2000, segundo Cesinha, a fotografia voltou com intensidade a fazer parte da vida dele. Ele estava cursando Radio e TV, e fotografia faz parte do currículo. Em 2004, César começou a estudar fotografia na Escola Panamericana de Artes
Além de fotografar o Nx Zero, Cesinha já trabalhou com outras bandas. Ele prefere as que têm menos integrantes. Cita que nesse quesito quem vence é Lucas Silveira, o vocalista da Fresno, no projeto solo Beeshop. Mas a banda que mais gostou de fotografar foi Bad Religion, já que é fã desde pequeno.
Um conselho que César Ovalle sempre conta, em todas as entrevistas e várias vezes na comunidade do Orkut é: Estude. Mas como ele mesmo diz, essa dica não dá muito certo, ainda revela que o não importa a câmera que se tenha, mas é importante que o fotógrafo a conheça a fundo, e o que realmente fará a diferença é o Felling.
Por isso Cesinha ainda diz para os fotógrafos de banda que estão começando para não fotografarem apenas shows, mas outras coisas, assim treinam o olhar, que é essencial para um bom fotógrafo.
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Autora
- Angelica Brunatto
- Jornalista, 22 anos. Apaixonada por inglês e fotografia. Curte um pouco do espanhol e é louca por tudo o que acontece na internet. Ah, e tem uma veia artística um pouco escondida........ angelica.brunatto@hotmail.com