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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Por trás das quadras

O perfil já está desatualizado quando conto que a meta do jogador é atingir os 100 gols pelo time de futsal da Unisul. Quando escrevi o texto, há algumas semanas, o pivô ainda não tinha completado o desafio. No último jogo (17/11/2010) contra o time de Capivari de Baixo, Deives colocou para dentro do gol a bola de número 100.

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Quando os ponteiros do relógio marcaram três e meia da tarde, o jogador camisa dez da Unisul/Seguridade entrou no Ginásio Salgadão. Naquele momento eu estava concentrada nas perguntas que iria fazer e olhava fixamente para a quadra. O local estava vazio, exceto pelas quatro pessoas que faziam a limpeza. Entretanto, minutos antes, nos meus olhos passava o filme do último jogo que presenciei.

As mesmas arquibancadas vazias, na época, estavam repletas de torcedores. O barulho dentro do ginásio era intenso. Na quadra os jogadores se aqueciam. De um lado o time da casa, de outro o visitante. A imprensa tubaronense se preparava para a transmissão da partida. Eu podia ver radialistas e a equipe de televisão local se posicionando minutos antes do árbitro dar o sinal de início.

A bola rolava de um lado para o outro, o jogo era rápido. Cada vez que o árbitro decretava uma pausa na partida, o cronômetro congelava. Pessoas de diferentes idades pulavam e gritavam de alegria a cada gol que o time da cidade marcava no placar.

Enquanto eu esperava o pivô do time da Unisul/Seguridade chegar no local combinado, comecei a lembrar do estacionamento do ginásio lotado de carros, principalmente em noites de jogos pela Liga Futsal. Diversas equipes já vieram disputar uma partida no Ginásio Salgadão, em muitas delas o time da casa ganhou, mas em outras veio a derrota. Lembrei também das pessoas que aproveitam os dias de jogos para ganhar um dinheiro extra no orçamento do final do mês. Na porta do Salgadão, sempre há gente vendendo pipoca e refrigerante, além dos churrasquinhos de gato.

Entre os jogadores daquela partida, e de outras que já presenciei, estava um dos destaques da Liga e jogador da Seleção Brasileira de Futsal. O camisa dez da Unisul/Seguridade entrou no ginásio trajando uma bermuda e uma camiseta, roupa diferente do uniforme azul e branco que eu estava acostumada a ver nas partidas. Arranhando um sotaque gaúcho, ele olha pra mim e diz com um sorriso no rosto:

- Oi. Deives. Prazer.

Deives Moraes joga pelo time de Tubarão desde o início de 2009. Natural de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, chegou aqui após voltar da Espanha, onde jogou por um ano e meio no clube Benicarló. Na estadia foi obrigado a se adaptar com os costumes locais e principalmente com o idioma espanhol.

- Em questão profissional foi muito bom. Eu fui eleito pela imprensa o jogador revelação, isso aí para minha carreira foi bem bacana – relembra, enquanto estava sentado nas arquibancadas do ginásio.

O currículo de Deives é extenso. Ele joga bola desde os seis anos de idade, e sempre foi incentivado pelo pai. Aos 18 saiu de casa para jogar futsal. O jogador foi para Porto Alegre, depois de ter sido convidado para jogar pelo Internacional. Também passou pelo time da Ulbra, em Canoas, e teve uma passagem rápida pela Cortiana/UCS em Caxias do Sul.

São raras as vezes que viaja para o Rio Grande do Sul, já que segue uma puxada rotina de treinos diários e viaja para disputar diversas partidas com o time de futsal de Tubarão.

- Jogador não pode fazer planos. - explica enquanto se dirigia ao Freezer da sala de fisioterapia. Ele pega um saco com transparente com gelo e completa – Gelo faz parte da rotina do jogador. A gente vive com a dor.

A dor é resultado dos treinos diários enfrentados pelos atletas. Na Unisul/Seguridade os treinos iniciam por volta das 9h30 da manhã e seguem até o meio dia. Para estar disposto, o jogador levanta cedo e toma um café da manhã reforçado antes de seguir para o ginásio. Durante a tarde, mais e mais treinos.

A relação do pivô com os demais colegas de time é boa. Os atletas procuram interagir entre si, e reúnem-se algumas vezes no tempo livre. Segundo o jogador, essa atividade é boa e o entrosamento auxilia também no resultado dentro da quadra.

Nos quase dois anos que joga pela Unisul, Deives pretende atingir uma meta pessoal: marcar 100 gols vestindo a camisa do time. Até agora já foram 93 lances que deram certo.

- Eu acho que eu vou conseguir. Seria uma marca que nenhum outro atleta que passou pela Unisul conseguiu fazer – revela o jogador, que nessa altura conversava comigo na sala de fisioterapia do ginásio, já que o barulho emitido pela máquina de limpeza da quadra não permitia que conversássemos com clareza.

O grande número de gols marcados o fez ser destaque nacional na Liga Futsal. Deives foi apontado como artilheiro da competição. Mas, também, a alta média de gols o fez ser lembrado pelo técnico Pipoca, responsável pela Seleção Brasileira de Futsal. Em agosto o jogador gaúcho teve a primeira oportunidade de defender o Brasil em jogos de Futsal contra a Argentina. Em outubro, Deives foi convocado pela segunda vez para compor a equipe da seleção nos jogos de novembro.

- Acho que ele acabou gostando do que viu lá na primeira oportunidade e agora resolveu me chamar de novo. Eu espero estar buscando sempre o espaço e fazer sempre o melhor – garante Deives.

Mas mesmo levando o futsal como profissão desde cedo, o atleta do Rio Grande do Sul, nunca abandou os estudos. Para ele é essencial que qualquer pessoa do meio esportivo não deixe os estudos de lado. Enquanto cursava o ensino médio, conciliar os treinos com a escola era mais complicado. Sentado na arquibancada do ginásio vazio ele relembra que treinava em horários diferenciados para poder ir ao colégio regularmente.

Hoje, com 25 anos, Deives estuda Processos Gerenciais. Cursa o segundo semestre, mas teme perder por causa das várias faltas que teve, principalmente dos jogos da Unisul e as partidas da Seleção. Entretanto revela com firmeza que hoje em dia a prioridade na vida dele é o futsal, mas que pretende se graduar na faculdade.

Um das principais preocupações do jogador é manter a boa imagem. Quando eu o pergunto se já passou pela cabeça que ele pode ser o ídolo de alguém, ele me responde:

- Inclusive já me disseram isso.

Deives passa a imagem de uma boa pessoa e procura fazer coisas para que só se fale bem dele. Segundo o jogador, um ídolo deve passar um bom exemplo. Quando pequeno um dos maiores ídolos do esporte para ele era Ortiz, a mesma pessoa que o convidou para jogar nos times da grande Porto Alegre.

- Eu lembro que, na época, esses jogadores tinham tênis com o nome deles. O pai já comprava tênis dos jogadores pra incentivar mesmo – lembra.

O futsal hoje na vida de Deives Moraes é tudo. São poucos os momentos de folga em que pode passar um tempo livre com a esposa. A vida de um jogador é bastante puxada, mas no fim, para ele, tudo é recompensado. São os gritos da torcida, os gols marcados, a ida para a seleção brasileira e reconhecimento de um trabalho por todo o país.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

De Santa Catarina para o Brasil

Santa Catarina é banhada por belas praias, e conta com lindas paisagens por todo o estado. Mas não é apenas de belezas naturais que essa terra vive. Há bandas que preenchem esse cenário e fazem parte da trilha sonora de quem está por lá. Além de Santo Graau e Armandinho, a Aerocirco é um exemplo de músicos que fazem parte desse estado maravilhoso.

Banda de Florianópolis, capital catarinense, a Aerocirco já conquistou um grande espaço no cenário musical. A história começou em 2003 com o primeiro álbum, cujo título é Aerocirco, em 2004 foi a vez de Som das Paredes ser lançado. O terceiro disco do grupo formado por Fábio Della (Guitarra e Voz), Maurício Peixoto (guitarra), Rafael Lange (Baixo) e Henrique Monteiro (Bateria) é Liquidificador, do ano de 2007.

E foi com esse último álbum que a Aerocirco se projetou para fora dos limites catarinenses. A música Ser Quem Sou ganhou videoclipe e hoje faz parte da programação dos canais de música Mtv e Multishow. 2007 também foi o ano da Aerocirco no cenário musical nacional. O grupo foi indicado para diversos prêmios e recebeu boas críticas de revistas especializadas em música como a Rolling Stone.

Em janeiro de 2008 a Aerocirco subiu ao palco do Planeta Atlântida em Florianópolis. Nesse show eles gravaram o CD Aerocirco ao Vivo na Célula. E 2010 também começou muito bem para o grupo, que se apresentou pela primeira vez no palco principal do festival.

“A energia é totalmente diferente, mas é claro que rola um medo da galera não gostar, mas foi justamente o contrário. Muita gente cantando e deixaram a gente muito a vontade apesar da chuva!”, explica o baixista Rafael. “Como a parte giratória do palco fica na parte interna, e precisávamos acionar os pedais e tal, tudo levava a crer que íamos ficar estáticos, mas não foi o que ocorreu, a adrenalina foi tanto que o Fábio saiu várias vezes com a guitarra na chuva ou largava ela no chão para interar com a galera”,complementa.


Se ainda não conhece o trabalho deles acessa o site do grupo: www.aerocirco.com.br

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Banda Santo Graau

Uma banda catarinense que conquistou lugar nas paradas musicais das rádios do sul do Brasil. Em 2008 estouraram na Atlântida com Algum Dia. Essa é a Santo Graau, que pela primeira vez vai tocar no palco central do Planeta Atlântida.

A banda que antes se chamava DP5 surgiu em 1998, em Chapecó. As letras das música do grupo formado por Ricardo Avlis (vocal), Cleber Souza (guitarra e vocal), Márcio Pereira (bateria), Fernando Baldissera (guitarra) e Edinho Vidal (baixo) falam sobre sentimentos dos integrantes ou pessoas próximas à eles.

O primeiro CD do Santo Graau, chamado Espelho, possui 11 faixas. Em algumas delas, houve a participação de artistas na produção como Fernando Magalhães, integrante do Barão Vermelho e Bruno Furtado, do Kid Abelha.

A música Algum Dia que faz parte desse trabalho conquistou o 1° lugar nas mais pedidas da rádio Atlântida em Porto Alegre.

Agora, o novo projeto do grupo é lançar um DVD, que contém as 11 faixas de Espelho e regravações de músicas dos Titãs, Barão Vermelho, Rita Lee, Roberto Carlos e Legião Urbana.

domingo, 29 de novembro de 2009

A música que flui nas veias

A música está presente na vida dele desde a infância. Filho de cantor, conhece a música desde pequeno.
Nascido em Fortaleza em 1º de dezembro de 1983, Lucas César Lima Silveira foi levado para Porto Alegre ainda pequeno. Já na capital gaúcha, em 1999, o cantor se juntou com mais alguns amigos e formou a conhecida Fresno.

- "Era uma banda de ocasião", conta Lucas.


Depois de 10 anos na estrada, a Fresno se tornou uma das bandas reconhecidas pelo Brasil à fora, levando prêmios importantes da música no país, como Artista do Ano no VMB e Melhor Grupo no Prêmio Multishow.

Por causa da Fresno, e a vontade de "crescer" musicalmente mais ainda, deixou as terras gaudéria e partiu para São Paulo. Hoje mora em um apartamento em uma esquina da avenida Paulista.

Como não dirigir, uma das formas que se locomove pela cidade é com uma bicicleta cross. Entretanto, há algum tempo, afirmou pelo Twitter que se inscreveu na autoescola para poder dirigir.
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Volta ao passado

Lucas estudou no colégio Pastor Dohms em Porto Alegre. Prestou vestibular para Publicidade e Propaganda na Puc-RS. Seu nome esteve na lista dos aprovados do ano 2000.
O cantor também prestou teste para VJ da Mtv em 2001, mas não passou. O vídeo você confere abaixo:

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Entrevista com Érico Junqueira


Érico Junqueira tem 24 anos, é gaúcho e torce para o Grêmio. Nasceu na cidade de Triunfo no Rio Grande do Sul. Já morou em cidades como Joinville e Florianópolis, ambas em Santa Catarina. Descobriu a música ainda na época de colégio, é fã de carteirinha de Noção de Nada.
Ele também toca na banda de Porto Alegre Doyoulike? e tem o projeto solo Valentín. Você confere agora nessa entrevista um pouco do que está por trás desse músico.


Angelica Brunatto - Com qual idade você descobriu essa vocação para música?

Érico Junqueira - Quando eu estava na oitava série, morando lá em Joinville - SC, tinha um amigo que tocava bateria e tudo. A gente voltada da escola pra casa batucando nos bancos do ônibus, cantando umas músicas do Silverchair, incomodando todo mundo. Mas daí, só um ano depois, quando eu voltei para o Rio Grande do Sul, morando em Gravataí, ganhei um violão dos meus pais e comecei a aprender em revistas de cifra. Acho que eu deveria ter uns 14 anos na época.

AB - Quais as suas influências musicais?
EJ -
Influências variam conforme o tempo vai passando, assim como a maneira de pensar ao longo da vida. Ultimamente minhas influências têm vindo de bandas como Emery, Los Hermanos e até umas canções do Vicent Gallo. E tem uma menina de São Paulo que faz um som bem low-fi que me agrada muito também, mas não me recordo o nome agora.

AB -
E antes da Doyoulike? Você já tocou em outras bandas?

EJ -
Antes da Doyoulike? eu era vocalista da banda Aster. O que aliás, me fez conhecer os meus parceiros de Doyoulike?. Isso foi em 2002. Logo depois que mudei de Gravataí para Charqueadas, conheci o pessoal que fazia música na cidade. A Aster já existia, mas com outra formação. Depois de um tempo o vocalista e baixista saiu e o batera também, então mudou toda a formação, e eu era amigo dos "caras", ganhei de presente um convite para tocar com eles.

AB - E em que ano você entrou para a Doyoulike?
EJ -
A Doyoulike? começou em 2006. Eu conheci os outros meninos das noites de shows da Aster em Porto Alegre e tudo. Eles também tinham badas: o Gulis tocava nos Vettoratos e o Z e o Neko na Napalmy. Por algum motivo que ainda não entendi, a cena, naquela época se podia dizer "underground" aqui de Porto Alegre deu uma parada, e os shows pararam de acontecer. Nós quatro ainda assim queríamos tocar e resolvemos nos juntar para fazer covers que a gente gostava e gosta muito ainda que são Discoteque e Deluxe Trio(ambas do Rio de Janeiro). Num dos ensaios o Z chegou com uma música própria e daí tudo se encaminhou de verdade.

AB - Agora vocês estão tocando nas rádios e ganhando cada vez mais fãs. Como você se sente diante disso?
EJ - Tocar na rádio é uma coisa nova para a gente. É uma coisa que envolve muito da tua fantasia e do teu imaginário. Porque quando tu é "guri" e escuta um artista na rádio tu pensa: "nossa, esse cara tá bombando" e imagina o cara no sonho do desenho animado: "mulheres, dinheiro, carros, mansões..." (risos). Mas a realidade é diferente. E conforme tu vai aprendendo e crescendo com isso, acaba realizando que a rádio é uma maneira de alcançar um número maior de pessoas do que tu consegue alcançar com qualquer outro meio de divulgação virtual. E isso é FODA.
Esses dias viajamos quatro horas para tocar no sul do estado e todas as pessoas cantavam nossa música. Uma coisa que não se imaginava até meses atrás. A vida continua a mesma, com pouco dinheiro, muito trabalho em cima da banda. Mas acaba rolando uma recompensa maior que é esse contato com um número gigante de pessoas.
Ainda não acostumei com a ideia de ligar o rádio e me escutar cantando. E não sei se quero me acostumar.

AB - Por que não sabe se queres se acostumar? Não pretende ser conhecido pelo Brasil a fora como vários outros artistas que também saíram do Rio Grande do Sul?

EJ - Certamente que sim. Mas a ideia do "costume" de uma coisa que para tantas outras pessoas e até para mim mesmo é ainda uma "fantasia" como eu disse antes, assusta. Afinal, qual vai ser a graça de tudo isso quando eu não estiver apreensivo pensando: "será que vai tocar hoje?", e então toca e tu ganha o dia. Isso é mágico. Claro que se um dia acontecer de rolar por aí, Brasil a fora, vou ficar absurdamente feliz e tudo, mas ainda é grandioso demais para mim. Não consigo nem pensar.



AB - Além da Doyoulike? você tem outro projeto solo paralelo, o Valentin. Como você define o Valentin?

EJ - Com o Valentin eu gosto de fazer músicas mais tranquilas, só no violão e voz. É um escape imediato das coisas que eu sinto, já que posso gravar uma música e lançar a qualquer hora.

AB - E por que o nome Valentin?

EJ - Bom, eu fazia essas músicas, mas mandava só para os meus amigos e amigas. Mas então decidi publicar, precisava de um nome. Tem uma amiga minha de longa data que me apresentou o filme "Valentin", que é um filme argentino que eu gosto muito. Decidi colocar esse nome, porque além de ser um filme massa, me lembra sempre dessa pessoa que é muito especial na minha vida.

AB - As canções do Valentin são compostas por você mesmo?

EJ - Sim, todas elas.

AB -E elas falam sobre o que?

EJ - Eu gosto de fantasiar bastante sobre histórias reais, coisas que acontecem comigo ou coisas que eu gostaria que acontecessem. Ou então de me colocar no lugar de outras pessoas e colocar o ponto de vista delas sobre alguma coisa minha. Eu gosto muito de fazer isso.

AB - E como é ter um projeto paralelo a banda principal? Cansativo, difícil? Vale a pena?

EJ - É absurdamente legal. Cansativo nunca. Como projeto paralelo, não tem prazos, não tem metas, não tem pretensão alguma. É só música, que é o que meu mais gosto e a única coisa que sei fazer bem na minha vida. Quando vem alguém falar que gosta dessa ou daquela música do Valentin é muito legal, porque geralmente é um contato muito mais próximo do que eu consigo ter com quem gosta de Doyoulike?, apesar de muitas pessoas conhecerem o Valentin por causa da Doyoulike?.

AB - Mas são menos pessoas que conhecem Valentin, penso que só aquelas que se interessam mesmo pela música, ou pela banda, que vão mais a fundo procurar sobre.

EJ - É como eu disse, o contato com essas pessoa é muito mais próximo, porque não rola o "Cara da Doyoulike?". Sou só eu com o meu violão, fazendo música curtinha que dá para escutar antes de dormir.

AB - Você já estudou música ou alguma coisa assim? Fora as revistinhas de cifras?

EJ - Ainda não, mas é uma coisa que eu tenho muita vontade de fazer. Muita vontade mesmo. Mas eu tenho um pouco de medo de que isso possa mudar minha maneira de entender a música. Pode ser melhor ou para pior, ainda não sei, tenho medo. (risos)

AB - Quem veio antes? A Doyoulike? ou o Valentin?

EJ - A Doyoulike? veio antes, mas meu violão ainda é o mesmo de quando eu comecei. Mas minhas primeiras músicas do Valentin nasceram de um jeito diferente...

AB - De que jeito?

EJ - Eu morava em um apartamento com o caras da Aster, mas a banda em si já não existia mais. E lá tinha equipamento de Homestúdio massa e instrumentos para todos os lados. Sempre tive problema com insônia e numa noite comecei a fazer uma música, de bobeira mesmo. Mas aí tive que esperar amanhecer por causa dos vizinhos. Então nasceu a I Wrote You a Letter e na noite seguinte surgiu This Song, que são músicas com proposta completamente diferente do que faço agora. Mas como fiz sozinho, resolvi que elas são do Valentin também.

AB - Me lembro de ter visto no seu Myspace que as suas músicas são gravadas em um microfone comum de computador, é verdade?

EJ - Sim, as músicas de violão cantadas em português são todas gravadas em um microfone simples desses de PC.

AB - E com o Valentin você faz apresentações?

EJ - Sim, queria até fazer mais na verdade. Mas até hoje foram só três. E tem uma marcada para o mês que vem. Gosto muito do clima que essas apresentações criam. Porque fica todo mundo pertinho.

AB - Em quais lugares você faz essas apresentações? Nos mesmos que a Doyoulike?, ou diferentes?

EJ - Não segue um padrão. O primeiro show foi em um bar de tamanho médio em uma abertura para o primeiro show do Esteban. O segundo foi em uma videolocadora pequena e o terceiro foi em um show maior, numa casa de show, com cara de show msmo!

AB - Nossa você já abriu o show do Esteban! Gosta das músicas dele?

EJ - Gosto de algumas. Tem outras que não descem. É que é diferente quando tu conhece a pessoa que escreve as músicas. Tem umas que ele escreve de um jeito e tem outras de outro. Umas me agradam e outras simplesmente não.

AB - Qual não gosta por exemplo?

EJ - Essa última que chama "Pianinho" não gosto, aquela outra "Muda" também não.

AB - Eu por exemplo gosto de "Sophia". Gosta dessa?

EJ - Sim, dessa eu gosto muito. E daquela que rolava o jogo do Inter no meio, apesar de eu ser muito gremista.

AB - Todo gaúcho ou torce pelo Inter ou pelo Grêmio. Você é viciado em jogo de futebol?

EJ - Sim, mas ando meio desligado agora nesses últimos meses, porque o Grêmio está vacilando muito. Mas sequei o colorado ontem (quarta-feira 28/10) contra o São Paulo.

AB - Mas voltando a falar do Esteban, como foi abrir?

EJ - Foi massa. Uma chance grandiosa de apresentar o Valentin para um número maior de pessoas. E pelo o que rolou depois, acho que o pessoal que tava lá gostou.

AB - E agora quais são os seus planos para a Doyoulike? e o Valentin?

EJ - Com o Valentin pretendo gravar mais duas canções essa tarde (29/10). E a Doyoulike? agora está gravando um CD novo que vai ser bem diferente do normal, com 14 músicas mas dividido em duas partes. Acho que o resultado final vao ser massa porque gostamos muito dessas músicas.

AB - Recentemente vocês tiveram o clipe da música "Bom Dia" na TVCOM. Vocês também nem sabiam que iria passar. Como foi a sensação de ver um clipe de vocês na TV?

EJ - A sensação de ver um clipe nosso na televisão é de choque e êxtase ao mesmo tempo. é uma sensação parecida com a de escutar a música na rádio. Dá vontade de sair pulando!

AB -Pensam um dia em MTV?

EJ - Com o clipe de "Bom Dia" sim, deve rolar nos próximos meses.

AB - E vocês já tocaram em outros estados, fora o Rio Grande do Sul?

EJ - Sim, já estivemos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Santa Catarina em Içara e Criciúma.

AB - E para encerrar. Quanto aquela visita a menina que ganhou a promoção do Patrola RS? Como foi, qual foi a sensação de "invadir" a casa dela?

EJ - Foi uma coisa maluca. É estranho chegar de surpresa na casa de alguém. E a Fefa (menina que ganhou a promoção) é muito fã mesmo, então ela ficava olhando pra gente com cara de "Não acredito". Mas depois ficou na boa, nos tratou com todo o carinho do mundo.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Rodrigo Esteban Tavares

Louco por tênis, All Star velho, torcedor fanático do Internacional e apaixonado pela cultura Argentina. Esse é Tavares, baixista da Fresno. Rodrigo Esteban Tavares nasceu em 12 de abril de 1987, tem 27 anos, é gaúcho de Camaquã. Já morou em cidades como Pelotas e Curitiba. Atualmente reside em São Paulo.
Foto: Gustavo Vara



Ele está no mundo da música desde muito cedo. Com 11 anos de idade aprendeu a tocar bateria, com 13 guitarra. Descobriu o piano com 23, e no ano seguinte passou a tocar baixo na banda Fresno. Teve a adolescência marcada pelo Cidadão Quem, grupo do qual é fã. Por eles já enfrentou horas de estrada e muita fila nos shows.

Um fato curioso da vida de Tavares é ele virar amigo do Cidadão. Em um show, em 1999, Tavares estava na primeira fila e cantava todas as músicas. Depois do show, conseguiu ir até a porta do camarim, conheceu os integrantes e se tornou amigo. Desde dessa época, Tavares tem Duca como um ídolo e influência.

Na época de colégio nunca andou com os ditos "populares", sempre esteve no grupo dos "excluídos", e isso fez dele o que é hoje. Uma influência para muita gente. Além de tocar na Fresno, Tavares tem dois projetos paralelos: A Abril e Esteban.

Desde 2006 está tocando junto com a Fresno, banda que ajudou a produzir os dois primeiros cds. Ele tem os demais integrantes da banda (Vavo, Lucas e Bel) como os melhores amigos que tem em São Paulo. Além de tocar, na Fresno, ajuda Lucas a compor as músicas.
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ABRIL
Banda formada em 2003 por ideia de Rodrigo Tavares, que convidou Rodrigo e Airton Ruschel para participarem. Mais tarde Cassiano Derenji também entrou assumindo o posto de guitarrista. Até hoje a Abril tem apenas um CD - O que te faz feliz - lançado em 2005.




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ESTEBAN

Esse é o projeto solo produzido apenas pelo Tavares. Tudo é feito da maneira que o músico quer. É uma válvula de escape. Esteban é um codinome usado por Tavares para assinar essas músicas que não se encaixam nem com a Fresno e nem com a Abril. Nas músicas estão contidas as mágoas do artista. A música "carro-chefe" do projeto é Sophia, uma menina que disse um não. Segundo o próprio músico, essa é a melhor música que ele já fez na vida.
Mas apesar de tudo isso, Tavares afirma que não pretende ir muito longe com Esteban, diz que a banda dele é a Fresno, e que não faz muita divulgação do projeto. Espera a divulgação boca a boca, que as pessoas ouçam porque realmente gostem.




ouça mais Esteban
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Revista Capricho Edição: 1081

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Gustavo Mantovani

Ele é gaúcho, nasceu em Porto Alegre em 27/2/1983. É colorado, torce para o Internacional. Aprendeu a tocar violão aos 15 anos. É formado em estatística pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS.
Este é Gustavo Mantovani, o Vavo, guitarrista da banda de rock gaúcha Fresno.
Foi aos 16 anos, quando estudava no Colégio Pastor Dohms, em Porto Algre, que conheceu os demais garotos que juntos formaram a Fresno. Gustavo conhecia o Lezo (primeiro baixista) desde os 4 anos, já que estudavam juntos desde essa época. O Cuper entrou no escola na 7a série e o Lucas só no segundo grau.
Vavo é um dos componentes "originais" da banda, além dele só Lucas é da primeira formação. Tavares e Bell entraram depois que os outros participantes decidiram abandonar o grupo.
O guitarrista ouve todos os tipos de música e é fascinado por revistas. E ainda: é o mais organizado dentro os meninos da Fresno.


FOTO: LURINGA
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Curiosidades retiradas do Site Oficial da Fresno

NOME: NOME: Gustavo Mantovani

DATA DE NASCIMENTO: DATA DE NASCIMENTO: 27/02/1983

ALTURA: ALTURA: 175 cm

PESO: PESO: 76 kg

UM FILME: UM FILME: Virgem de 40 Anos

UM LIVRO: UM LIVRO: O Mistério do Cinco Estrelas

UM ESPRTE: UM ESPORTE: Futebol

UMA COMIDA: UMA COMIDA: Salada de frutas

UMA BEBIDA: UMA BEBIDA: Batida com leite condensado

DOCE: DOCE: Amanteigados Stoffel

MELHOR COMBUSTÍVEL: MELHOR COMBUSTÍVEL: Metanol

UMA PALAVRA ENGRAÇA: UMA PALAVRA ENGRAÇADA: Bigode

O QUE MAIS TE IRRITA? O QUE MAIS TE IRRITA?Comandas grandes

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O Rock Sincero e com Qualidade


Meu post hoje também é de uma outra banda de Porto Alegre.
O nome: Doyoulike?
O lema: Siga em frente, não importa a direção. É por esta razão que todos os 4 integrantes da banda usam uma seta no dorso da mão.
A Doyoulike? é formada por 4 garotos, Neko (21), Gulis (22), Z (23) e Érico (24). A banda teve início em 2006. De lá para cá os "guris" já participaram de programas musicais como o Papo Clip na TVCom, e hoje em dia estão consquistando espaço nas paradas musicais da Rádio Atlântida.
Eles têm 2 álbuns gravados, e disponíveis para download no Trama Virtual, cujos nomes são Até Onde Meus Pés Aguentarem (2007), Uncano (2008). Além deles há outros 2 singles virtuais, Eu Vejo Tudo, de 2007, e Bom Dia, de 2009.
As músicas são do tipo que grudam na cabeça e custam a sair. Entretanto é impossível deixar de ouvir.

Paradas Musicais:
A música Bom Dia está já há algum tempo entre as mais pedidas da rádio Atlântida do Rio Grande do Sul. E muito além das paradas musicais, a música também tem um clipe, estreiado algumas semanas atrás, e que logo estará na internet.

Ouça e veja a Doyoulike? tocando Bom Dia


Clipes:
O clipe da Doyoulike é da música Não Foi Você.



Outro Clipe da Banda é da música BOM DIA, esse é o 2° lançado pelo grupo



No Papo Clip:

Confira algumas músicas tocadas pelos garotos no programa Papo Clip do dia 26/08/2008










Para você que quer conhecer um pouco mais a Doyoulike, pode entrar na comunidade do Orkut, que contém mais de 6 mil membros, ver o Fotolog, escutar outras músicas no Myspace, e ainda seguir a banda no Twitter.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

César Ovalle

Este é o meu primeiro post tentando fazer perfis, ou falar de pessoas que admiro. E para começar nada melhor do que Cesinha. Espero um dia ter a chance de entrevistá-lo realmente.


Ele é fotógrafo e conquistou milhares de corações pelo Brasil a fora. E não apenas daqueles que gostam da arte de fotografar, mas de uma legião de fãs apaixonados por NX Zero. Tem 29 anos, é paulista de São José dos Campos, nasceu no dia 11 de fevereiro de 1980, e atualmente trabalha com os meninos do Nx, mas não só com eles, como o próprio fotógrafo diz.

O interesse pela fotografia surgiu cedo. Cesinha conta que quando tinha 13 anos foi a uma viagem pela serra gaúcha com os pais. Lá teve noções básicas sobre como fotografar. Já que o próprio pai deixou uma câmera com fotômetro de mão com ele para tirar algumas fotos do passeio. “A partir dali a fotografia já fazia parte de mim”, revela o fotógrafo.

No ano de 2000, segundo Cesinha, a fotografia voltou com intensidade a fazer parte da vida dele. Ele estava cursando Radio e TV, e fotografia faz parte do currículo. Em 2004, César começou a estudar fotografia na Escola Panamericana de Artes em São Paulo.

Além de fotografar o Nx Zero, Cesinha já trabalhou com outras bandas. Ele prefere as que têm menos integrantes. Cita que nesse quesito quem vence é Lucas Silveira, o vocalista da Fresno, no projeto solo Beeshop. Mas a banda que mais gostou de fotografar foi Bad Religion, já que é fã desde pequeno.

Um conselho que César Ovalle sempre conta, em todas as entrevistas e várias vezes na comunidade do Orkut é: Estude. Mas como ele mesmo diz, essa dica não dá muito certo, ainda revela que o não importa a câmera que se tenha, mas é importante que o fotógrafo a conheça a fundo, e o que realmente fará a diferença é o Felling.

Por isso Cesinha ainda diz para os fotógrafos de banda que estão começando para não fotografarem apenas shows, mas outras coisas, assim treinam o olhar, que é essencial para um bom fotógrafo.


Para conhecer um pouco mais do trabalho de Cesinha acesse:

.: Orkut :.
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Angelica Brunatto © 2012 | Adaptado por Angelica Brunatto.