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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Quatro perguntas para o Luringa e Cesinha


Hoje é o dia de um profissional que alegra muitos fãs em todo o canto do mundo. Aliás, se não fosse pelo fotógrafo, fotos dos artistas preferidos de muita gente não estariam pela internet, nas capas e interiores de revistas, encartes de cd, e vários outros lugares.

E para comemorar o dia desse profissional que eterniza um momento, deixei quatro perguntas dois fotógrafos de bandas: Luringa e César Ovalle.

Foto: Fotolog do Luringa

4 Perguntas para o Luringa

Angelica Brunatto: Como descobriu que queria seguir a profissão de fotógrafo?
Luringa: Sempre gostei fotografia e trabalhei com isso direta ou indiretamente, mas queria muito de rock e quando vi a oportunidade de unir os dois não deixei passar e me dediquei 100%.

Angelica Brunatto: Desde quando fotografa?
Luringa: Desde 2004
Angelica Brunatto: Com quais bandas já trabalhou?
Luringa: Mais de 300 no total.l As principais: Fresno, Strike, Gloria (Trabalho atualmente), Nx Zero, Forfun, Sugar Kane, Envydust, Dead Fish e muitass outras que não vou lembrar de cabeça.

Angelica Brunatto: Qual o trabalho que mais ficou marcado em você?
Luringa: Geralmente as viagens ao nordeste ou ao sul são demais, sempre ficam na cabeça.


4 Perguntas para César Ovalle (Cesinha)


Angelica Brunatto: Como você se define?


César Ovalle: Sou daqueles que corre atrás do que quer. Posso demorar um tempo ou posso ser rápido, mas um dia eu vou. Quem me conhecer pode me definir também como alguém que fala e faz muita bobagem, no sentindo de engraçado, e muita gente que não me conhece pode me definir como metido ou grosso, mas porque realmente não me conhecem. Eu por mim eu sou bem feliz e faço sempre o que me vem na cabeça, não me importo muito com o que os outros vão achar ou não, faço simplesmente por mim e para mim.

Angelica Brunatto: Qual o trabalho que mais te marcou?

César Ovalle: É difícil falar esse ou aquele, mas um que foi bem importante para mim e que sempre vai ser foi a capa do "AGORA" do NXZero.

Angelica Brunatto: O que é essencial, não pode faltar, em um fotógrafo?

César Ovalle: Feeling

Angelica Brunatto: E o seu conselho para quem deseja seguir a profissão de fotógrafo no futuro?

César Ovalle: O primeiro conselho é ver se você realmente tem o dom para a coisa, pois fotografia não é só uma coisa teórica, pode até ser dependendo da área em que você tem interesse em trabalhar, mas ninguém pode negar que com dom as coisas fluam melhor. Outro conselho, muito importante, é estudar sempre, acho que é fundamental.



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Entrevista com Versos X

Hoje temos mais uma seção entrevista. A banda de hoje é de São Paulo e se chama Versos X. Confira:

Angelica Brunatto: Desde quando existe a banda?
VersosX: A banda existe desde 9 março de 2006.

AB: Sempre a mesma formação?
VX: Não, desde o começo a gente teve alguns problemas com integrantes, ou tiramos da banda por falta de responsabilidade ou a pessoa teve problemas que o fizeram sair.Mas quase todas bandas tem esse problema, demora um tempo até fechar.

AB: Por que o nome VersosX?
VX:O nome vem de Versos = poesia , X = mistério ou Strayed ! Nada em especial.

AB: Quais as influências de vocês?
VX: Hum... Incubus, Foo fighters, Paramore, Madina Lake, Three Days Grace, Aditive, Dead fish, Fall Out Boy, The Used, Yellow Card, Stroy Of The Year e por ai vai...

AB: Quais as maiores dificuldades enfrentadas por vocês no começo da banda?
VX: Do começo até hoje é ter que fazer tudo sozinhos em casa ( gravações, fotos etc.. ) por falta de dinheiro


AB: Quais as dificuldades enfrentadas por bandas em início de carreira?
VX: Todas possíveis. Marcar shows com uma estrutura legal, conseguir gravar um cd demo com uma qualidade boa. Hoje em dia tem que se virar de todas as formas, mas temos que agradecer a ferramenta da internet que facilitou muito o trabalho das bandas! Bandas novas podem divulgar, gravar tudo sem sair de casa !

AB: Já tocaram fora de São Paulo?
VX: Nunca tocamos fora da grande são paulo, mas ano que vem a gente pretende fazer uma tour no Paraná e Minas Gerais.


AB: Já tocaram com alguma banda "famosa"?
VX: Já abrimos shows de várias bandas famosas tipo, Nxzero, Fresno, Dead Fish, Strike, Gloria, Fakenumber, aditive, Hevo84 e outras


AB: O que vocês sentiram com isso?
VX: Temos alguns amigos dessas bandas e é sempre legal revê-los e tocar no mesmo palco !


AB: Quais os planos de vocês daqui para frente?
VX: Como sempre agente grava, edita, cria tudo em casa e isso está longe de mudar.
Agente pretende lancar um ep virtual com 10 musicas no myspace e vamos fazer shows ao vivo via internet, nesse momento estamos gravando e compondo pra colocar esse projeto em pratica!
Vamos divulgar o maximo possivel e mostrar nossa sinceridade e honestidade ba musica !


AB: Tem algum CD gravado?
VX: A gente já lanço varias demos, mas cd ainda não, ano que vem vamos lançar um ep virtual no myspace


AB: A banda tem um vocal feminino, isso é um diferencial de vocês?
VX: No começo da banda o Diogo e o Breno já passaram pelos vocais da banda, mas mulher sempre é um diferencial, a banda ficou muito mais forte com vocal feminino, ainda mais com a Iara que é pura personalidade.

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Para conhecer o som desse grupo é só visitar o myspace deles :)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Entrevista com Érico Junqueira


Érico Junqueira tem 24 anos, é gaúcho e torce para o Grêmio. Nasceu na cidade de Triunfo no Rio Grande do Sul. Já morou em cidades como Joinville e Florianópolis, ambas em Santa Catarina. Descobriu a música ainda na época de colégio, é fã de carteirinha de Noção de Nada.
Ele também toca na banda de Porto Alegre Doyoulike? e tem o projeto solo Valentín. Você confere agora nessa entrevista um pouco do que está por trás desse músico.


Angelica Brunatto - Com qual idade você descobriu essa vocação para música?

Érico Junqueira - Quando eu estava na oitava série, morando lá em Joinville - SC, tinha um amigo que tocava bateria e tudo. A gente voltada da escola pra casa batucando nos bancos do ônibus, cantando umas músicas do Silverchair, incomodando todo mundo. Mas daí, só um ano depois, quando eu voltei para o Rio Grande do Sul, morando em Gravataí, ganhei um violão dos meus pais e comecei a aprender em revistas de cifra. Acho que eu deveria ter uns 14 anos na época.

AB - Quais as suas influências musicais?
EJ -
Influências variam conforme o tempo vai passando, assim como a maneira de pensar ao longo da vida. Ultimamente minhas influências têm vindo de bandas como Emery, Los Hermanos e até umas canções do Vicent Gallo. E tem uma menina de São Paulo que faz um som bem low-fi que me agrada muito também, mas não me recordo o nome agora.

AB -
E antes da Doyoulike? Você já tocou em outras bandas?

EJ -
Antes da Doyoulike? eu era vocalista da banda Aster. O que aliás, me fez conhecer os meus parceiros de Doyoulike?. Isso foi em 2002. Logo depois que mudei de Gravataí para Charqueadas, conheci o pessoal que fazia música na cidade. A Aster já existia, mas com outra formação. Depois de um tempo o vocalista e baixista saiu e o batera também, então mudou toda a formação, e eu era amigo dos "caras", ganhei de presente um convite para tocar com eles.

AB - E em que ano você entrou para a Doyoulike?
EJ -
A Doyoulike? começou em 2006. Eu conheci os outros meninos das noites de shows da Aster em Porto Alegre e tudo. Eles também tinham badas: o Gulis tocava nos Vettoratos e o Z e o Neko na Napalmy. Por algum motivo que ainda não entendi, a cena, naquela época se podia dizer "underground" aqui de Porto Alegre deu uma parada, e os shows pararam de acontecer. Nós quatro ainda assim queríamos tocar e resolvemos nos juntar para fazer covers que a gente gostava e gosta muito ainda que são Discoteque e Deluxe Trio(ambas do Rio de Janeiro). Num dos ensaios o Z chegou com uma música própria e daí tudo se encaminhou de verdade.

AB - Agora vocês estão tocando nas rádios e ganhando cada vez mais fãs. Como você se sente diante disso?
EJ - Tocar na rádio é uma coisa nova para a gente. É uma coisa que envolve muito da tua fantasia e do teu imaginário. Porque quando tu é "guri" e escuta um artista na rádio tu pensa: "nossa, esse cara tá bombando" e imagina o cara no sonho do desenho animado: "mulheres, dinheiro, carros, mansões..." (risos). Mas a realidade é diferente. E conforme tu vai aprendendo e crescendo com isso, acaba realizando que a rádio é uma maneira de alcançar um número maior de pessoas do que tu consegue alcançar com qualquer outro meio de divulgação virtual. E isso é FODA.
Esses dias viajamos quatro horas para tocar no sul do estado e todas as pessoas cantavam nossa música. Uma coisa que não se imaginava até meses atrás. A vida continua a mesma, com pouco dinheiro, muito trabalho em cima da banda. Mas acaba rolando uma recompensa maior que é esse contato com um número gigante de pessoas.
Ainda não acostumei com a ideia de ligar o rádio e me escutar cantando. E não sei se quero me acostumar.

AB - Por que não sabe se queres se acostumar? Não pretende ser conhecido pelo Brasil a fora como vários outros artistas que também saíram do Rio Grande do Sul?

EJ - Certamente que sim. Mas a ideia do "costume" de uma coisa que para tantas outras pessoas e até para mim mesmo é ainda uma "fantasia" como eu disse antes, assusta. Afinal, qual vai ser a graça de tudo isso quando eu não estiver apreensivo pensando: "será que vai tocar hoje?", e então toca e tu ganha o dia. Isso é mágico. Claro que se um dia acontecer de rolar por aí, Brasil a fora, vou ficar absurdamente feliz e tudo, mas ainda é grandioso demais para mim. Não consigo nem pensar.



AB - Além da Doyoulike? você tem outro projeto solo paralelo, o Valentin. Como você define o Valentin?

EJ - Com o Valentin eu gosto de fazer músicas mais tranquilas, só no violão e voz. É um escape imediato das coisas que eu sinto, já que posso gravar uma música e lançar a qualquer hora.

AB - E por que o nome Valentin?

EJ - Bom, eu fazia essas músicas, mas mandava só para os meus amigos e amigas. Mas então decidi publicar, precisava de um nome. Tem uma amiga minha de longa data que me apresentou o filme "Valentin", que é um filme argentino que eu gosto muito. Decidi colocar esse nome, porque além de ser um filme massa, me lembra sempre dessa pessoa que é muito especial na minha vida.

AB - As canções do Valentin são compostas por você mesmo?

EJ - Sim, todas elas.

AB -E elas falam sobre o que?

EJ - Eu gosto de fantasiar bastante sobre histórias reais, coisas que acontecem comigo ou coisas que eu gostaria que acontecessem. Ou então de me colocar no lugar de outras pessoas e colocar o ponto de vista delas sobre alguma coisa minha. Eu gosto muito de fazer isso.

AB - E como é ter um projeto paralelo a banda principal? Cansativo, difícil? Vale a pena?

EJ - É absurdamente legal. Cansativo nunca. Como projeto paralelo, não tem prazos, não tem metas, não tem pretensão alguma. É só música, que é o que meu mais gosto e a única coisa que sei fazer bem na minha vida. Quando vem alguém falar que gosta dessa ou daquela música do Valentin é muito legal, porque geralmente é um contato muito mais próximo do que eu consigo ter com quem gosta de Doyoulike?, apesar de muitas pessoas conhecerem o Valentin por causa da Doyoulike?.

AB - Mas são menos pessoas que conhecem Valentin, penso que só aquelas que se interessam mesmo pela música, ou pela banda, que vão mais a fundo procurar sobre.

EJ - É como eu disse, o contato com essas pessoa é muito mais próximo, porque não rola o "Cara da Doyoulike?". Sou só eu com o meu violão, fazendo música curtinha que dá para escutar antes de dormir.

AB - Você já estudou música ou alguma coisa assim? Fora as revistinhas de cifras?

EJ - Ainda não, mas é uma coisa que eu tenho muita vontade de fazer. Muita vontade mesmo. Mas eu tenho um pouco de medo de que isso possa mudar minha maneira de entender a música. Pode ser melhor ou para pior, ainda não sei, tenho medo. (risos)

AB - Quem veio antes? A Doyoulike? ou o Valentin?

EJ - A Doyoulike? veio antes, mas meu violão ainda é o mesmo de quando eu comecei. Mas minhas primeiras músicas do Valentin nasceram de um jeito diferente...

AB - De que jeito?

EJ - Eu morava em um apartamento com o caras da Aster, mas a banda em si já não existia mais. E lá tinha equipamento de Homestúdio massa e instrumentos para todos os lados. Sempre tive problema com insônia e numa noite comecei a fazer uma música, de bobeira mesmo. Mas aí tive que esperar amanhecer por causa dos vizinhos. Então nasceu a I Wrote You a Letter e na noite seguinte surgiu This Song, que são músicas com proposta completamente diferente do que faço agora. Mas como fiz sozinho, resolvi que elas são do Valentin também.

AB - Me lembro de ter visto no seu Myspace que as suas músicas são gravadas em um microfone comum de computador, é verdade?

EJ - Sim, as músicas de violão cantadas em português são todas gravadas em um microfone simples desses de PC.

AB - E com o Valentin você faz apresentações?

EJ - Sim, queria até fazer mais na verdade. Mas até hoje foram só três. E tem uma marcada para o mês que vem. Gosto muito do clima que essas apresentações criam. Porque fica todo mundo pertinho.

AB - Em quais lugares você faz essas apresentações? Nos mesmos que a Doyoulike?, ou diferentes?

EJ - Não segue um padrão. O primeiro show foi em um bar de tamanho médio em uma abertura para o primeiro show do Esteban. O segundo foi em uma videolocadora pequena e o terceiro foi em um show maior, numa casa de show, com cara de show msmo!

AB - Nossa você já abriu o show do Esteban! Gosta das músicas dele?

EJ - Gosto de algumas. Tem outras que não descem. É que é diferente quando tu conhece a pessoa que escreve as músicas. Tem umas que ele escreve de um jeito e tem outras de outro. Umas me agradam e outras simplesmente não.

AB - Qual não gosta por exemplo?

EJ - Essa última que chama "Pianinho" não gosto, aquela outra "Muda" também não.

AB - Eu por exemplo gosto de "Sophia". Gosta dessa?

EJ - Sim, dessa eu gosto muito. E daquela que rolava o jogo do Inter no meio, apesar de eu ser muito gremista.

AB - Todo gaúcho ou torce pelo Inter ou pelo Grêmio. Você é viciado em jogo de futebol?

EJ - Sim, mas ando meio desligado agora nesses últimos meses, porque o Grêmio está vacilando muito. Mas sequei o colorado ontem (quarta-feira 28/10) contra o São Paulo.

AB - Mas voltando a falar do Esteban, como foi abrir?

EJ - Foi massa. Uma chance grandiosa de apresentar o Valentin para um número maior de pessoas. E pelo o que rolou depois, acho que o pessoal que tava lá gostou.

AB - E agora quais são os seus planos para a Doyoulike? e o Valentin?

EJ - Com o Valentin pretendo gravar mais duas canções essa tarde (29/10). E a Doyoulike? agora está gravando um CD novo que vai ser bem diferente do normal, com 14 músicas mas dividido em duas partes. Acho que o resultado final vao ser massa porque gostamos muito dessas músicas.

AB - Recentemente vocês tiveram o clipe da música "Bom Dia" na TVCOM. Vocês também nem sabiam que iria passar. Como foi a sensação de ver um clipe de vocês na TV?

EJ - A sensação de ver um clipe nosso na televisão é de choque e êxtase ao mesmo tempo. é uma sensação parecida com a de escutar a música na rádio. Dá vontade de sair pulando!

AB -Pensam um dia em MTV?

EJ - Com o clipe de "Bom Dia" sim, deve rolar nos próximos meses.

AB - E vocês já tocaram em outros estados, fora o Rio Grande do Sul?

EJ - Sim, já estivemos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Santa Catarina em Içara e Criciúma.

AB - E para encerrar. Quanto aquela visita a menina que ganhou a promoção do Patrola RS? Como foi, qual foi a sensação de "invadir" a casa dela?

EJ - Foi uma coisa maluca. É estranho chegar de surpresa na casa de alguém. E a Fefa (menina que ganhou a promoção) é muito fã mesmo, então ela ficava olhando pra gente com cara de "Não acredito". Mas depois ficou na boa, nos tratou com todo o carinho do mundo.


 
Angelica Brunatto © 2012 | Adaptado por Angelica Brunatto.