ROTA 66 - A HISTÓRIA DA POLÍCIA QUE MATA
Editora: Record
ISBN: 8501065269
Autor: Caco Barcellos
Sinopse:
ROTA 66: A HISTÓRIA DA POLÍCIA QUE MATA parte das origens da criação de um sistema mortal de extermínio, demonstra seus métodos, desvenda sua consciência.
Resenha por mim:
Um prato cheio para quem gosta de livros policiais. Um livro que deve servir de exemplo para acadêmicos de jornalismo de todo o Brasil. Caco Barcellos dá uma aula de jornalismo investigativo nesse livro-reportagem. Conta a fundo e com detalhes cenas de assassinato e como através de muita pesquisa e afinco chegou aos resultados obtidos ao final da obra.
Caco e seu companheiro passaram anos estudando documentos documentos em uma sala no IML de São Paulo para poder concluir os motivos dos assassinatos cometidos pela Rota. No livro há várias histórias de crimes cometidos pelos considerados Elite da Polícia Militar de São Paulo entre a metade da década de 70, e início de 90.
Cenas são narradas com detalhes, o que deixa o leitor dentro do confronto. Caco Barcellos ainda explica, também com detalhes, como fez para conseguir as informações e ainda mostrou a maneira como a investigação seguia. Não contou apenas vitórias, mostrou também que foi barrado muitas vezes na hora de conseguir documentos ajudavam ou completavam sua investigação.
Caco Barcellos é jornalista da Rede Globo de Televisão, hoje comanda o Profissão Repórter.
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
[dica literária] - A Sangue Frio
Quando se começa a estudar jornalismo, muito se preza pela emoção nas histórias. Muito também se fala em novas maneiras de contar histórias, humanizar os fatos. Mas quando o jornalista luta contra o dead-line (prazo final para fechar a edição do jornal), fica complicado escrever tudo aqui que teria quer ser dito.
O periódico, também, não possibilita que a história seja contada com todos os detalhes. E para driblar esse obstáculo, muitos jornalistas escrevem reportagens em livros. Eles passam anos escrevendo até a história ficar completa.
Um exemplo muito comentado nas salas de aula é A Sangue Frio - Relato verdadeiro de um homicídio e suas múltiplas consequências.
Truman Capote, um jornalista americano, vai atrás de um assassinato em uma pequena cidade em Kansas, Estados Unidos, após ver uma pequena nota publicada no jornal. O autor vive a história e vai atrás dos mais diversos relatos para levar o fato à revista The New Yorker.
A Sangue Frio, no entanto, é catalogado como romance-reportagem. Há relatos que dizem que Capote inventou parte da história, ou relatos de fontes. Mas, mesmo assim, é um marco do New Journalism, quando surgiu uma nova forma de escrever matérias.
A SANGUE FRIO
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535904116
Lançamento: 2003
Autor: Truman Capot
Sinopse:
O periódico, também, não possibilita que a história seja contada com todos os detalhes. E para driblar esse obstáculo, muitos jornalistas escrevem reportagens em livros. Eles passam anos escrevendo até a história ficar completa.
Um exemplo muito comentado nas salas de aula é A Sangue Frio - Relato verdadeiro de um homicídio e suas múltiplas consequências.
Truman Capote, um jornalista americano, vai atrás de um assassinato em uma pequena cidade em Kansas, Estados Unidos, após ver uma pequena nota publicada no jornal. O autor vive a história e vai atrás dos mais diversos relatos para levar o fato à revista The New Yorker.
A Sangue Frio, no entanto, é catalogado como romance-reportagem. Há relatos que dizem que Capote inventou parte da história, ou relatos de fontes. Mas, mesmo assim, é um marco do New Journalism, quando surgiu uma nova forma de escrever matérias.
A SANGUE FRIO
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535904116
Lançamento: 2003
Autor: Truman Capot
Sinopse:
O americano Truman Capote foi um escritor versátil: produziu textos de qualidade em vários gêneros (contos, peças, reportagens, adaptações para TV e roteiros para filmes). Mas sua grande obra foi o romance-reportagem A sangue frio, que conta a história da morte de toda a família Clutter, em Holcomb, Kansas, e dos autores da chacina.
Capote decidiu escrever sobre o assunto ao ler no jornal a notícia do assassinato da família, em 1959. Quase seis anos depois, em 1965, a história foi publicada em quatro partes na revista The New Yorker. Além de narrar o extermínio do fazendeiro Herbert Clutter, de sua esposa Bonnie e dos filhos Nancy e Kenyon - uma típica família americana dos anos 50, pacata e integrada à comunidade -, o livro reconstitui a trajetória dos assassinos. Perry Smith e Dick Hikcock planejaram o crime acreditando que se apropriariam de uma fortuna, mas não encontraram praticamente nada.
Perry era um sonhador. Teve criação conturbada e violenta, e achava que a vida lhe tinha dado golpes injustos. Dick, considerado o cérebro da dupla, queria apenas arrebatar o dinheiro e desaparecer. Presos e condenados, ambos morreram na forca em 1965.
Publicado no mesmo ano da execução dos assassinos, A sangue frio rapidamente se tornou um sucesso de crítica e vendas, rendendo alguns milhões de dólares ao autor. A intensa relação que Capote estabeleceu com suas fontes foi determinante para o êxito da obra. Além de passar mais de um ano na região de Holcomb, investigando e conversando com moradores, ele se aproximou dos criminosos e conquistou sua confiança. Traçou um perfil humano e eloqüente dos dois "meninos", como costumava chamá-los.
Por seu estilo que combina a precisão factual com a força emotiva da criação artística - um romance de não-ficção, nas palavras do próprio autor -, A sangue frio é um marco na história do jornalismo e da literatura dos Estados Unidos. Reflexão sutil sobre as ambigüidades do sistema judicial do país, o texto desvenda o lado obscuro do sonho americano.
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Autora
- Angelica Brunatto
- Jornalista, 22 anos. Apaixonada por inglês e fotografia. Curte um pouco do espanhol e é louca por tudo o que acontece na internet. Ah, e tem uma veia artística um pouco escondida........ angelica.brunatto@hotmail.com
